Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, afirmou que as críticas ao regulamento de 2026 da Fórmula 1 partem apenas das equipes que “estão atrás”, ao defender as regras técnicas em entrevista à Forbes. Segundo ele, fabricantes e times tiveram tempo suficiente para se preparar, e as reclamações surgiram porque alguns competidores não acertaram seus projetos no novo ciclo.
Sulayem defende processo do regulamento
De acordo com Ben Sulayem, o conjunto de regras não foi criado de forma apressada. O dirigente destacou que o regulamento foi debatido por cerca de um ano e meio com montadoras e equipes antes de entrar em vigor.
Na leitura do presidente da FIA, todos os times receberam o mesmo prazo para adaptação. Por isso, ele avalia que as críticas refletem mais a competitividade do grid do que falhas estruturais nas regras.
Críticas miram parte elétrica dos motores
Desde a pré-temporada, o regulamento de 2026 virou alvo de questionamentos por ampliar a influência da parte elétrica nas unidades de potência.
Ainda assim, Sulayem minimizou o incômodo e disse que as reclamações vieram principalmente de quem não conseguiu entregar bom pacote de chassi, carro ou unidade de potência.
Ele citou, inclusive, que equipes como Mercedes e Ferrari não se manifestaram publicamente contra o regulamento da mesma forma.
FIA já mexeu nas regras após início da temporada
Mesmo defendendo o projeto original, a FIA promoveu ajustes após o GP da Austrália. Segundo Sulayem, houve consultas ao departamento técnico, à comissão de monopostos e também aos pilotos.
As mudanças, implementadas a partir de Miami, tiveram como foco melhorar o espetáculo, mas principalmente reforçar a segurança e a aplicação do sistema de eletrificação.
Presidente volta a falar em motores V8
Além de sustentar o regulamento atual, Ben Sulayem voltou a mencionar um plano de longo prazo: o retorno dos motores V8 à Fórmula 1.
Segundo ele, a partir do fim de 2030 a FIA recupera poder para decidir a direção dos motores sem depender de votação, embora exista o desejo de antecipar esse movimento em um ano.
Historicamente, o tema tem peso dentro da F1. Os V8 marcaram uma era de forte apelo sonoro e esportivo, antes da adoção dos atuais motores híbridos. Ao recolocar o assunto na pauta, Sulayem sinaliza que a FIA já pensa no próximo ciclo técnico mesmo antes da consolidação completa das regras de 2026.
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