O piloto brasileiro Pipo Derani completou em Le Mans, na França, neste último fim de semana (13 e 14 de junho), sua 10ª participação nas 24 Horas de Le Mans, válida pela terceira etapa do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) 2026. Ao lado de André Lotterer e Mathys Jaubert, o brasileiro abandonou a prova faltando menos de seis horas para o fim, após uma falha na suspensão do hipercarro GMR-001 #17 da Genesis Magma Racing, mas avaliou a estreia da equipe sul-coreana como positiva.
Estreia promissora da Genesis Magma Racing
Em sua primeira aparição na clássica francesa, a Genesis mostrou ritmo desde os treinos livres. Na quinta-feira, foi justamente Derani quem garantiu a vaga do #17 na Hyperpole, levando o carro até a Hyperpole 2 e assegurando a nona posição no grid de largada, resultado expressivo para um time estreante na classe Hipercarro.
A chegada da Genesis, marca premium do grupo Hyundai, reforça o movimento de expansão da categoria rainha do WEC, que vive seu melhor momento desde a era dourada do Grupo C nos anos 1980, com presença de Ferrari, Toyota, Porsche, Cadillac, BMW, Peugeot, Alpine e Aston Martin.
Abandono na reta final e avaliação técnica
Durante a corrida, o GMR-001 #17 brigou pela zona de pontos na maior parte das 18 horas em que esteve em pista. O problema mecânico na suspensão, no entanto, interrompeu a campanha quando o time ainda tinha chances reais de cruzar a linha de chegada dentro do Top 10.
“É claro que queríamos levar o carro até a bandeira quadriculada, mas foi algo completamente fora do nosso controle. A Genesis Magma Racing fez um trabalho fantástico até aquele momento. O carro estava funcionando perfeitamente”, afirmou Derani.
“Problemas mecânicos acontecem e fazem parte do automobilismo. Mas o lado positivo é que o carro demonstrou muito potencial, e voltaremos mais fortes”, completou o brasileiro, bicampeão das 12 Horas de Sebring e referência do automobilismo nacional no endurance.
Próximo desafio: corrida em casa, em Interlagos
A sequência da temporada reserva o capítulo mais aguardado do ano para o piloto pernambucano: as 6 Horas de São Paulo, em Interlagos, entre os dias 10 e 12 de julho. A etapa brasileira retornou ao calendário do WEC em 2024 após mais de uma década de ausência e tem se consolidado como uma das mais concorridas do mundial.
“Infelizmente, eu gostaria de ter feito mais alguns stints na pista, mas este ano simplesmente não era para ser”, concluiu Derani, que agora terá a missão de ajudar a Genesis a transformar a velocidade demonstrada na França em pontos no autódromo paulistano.
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