A Aston Martin atravessa o pior início de temporada de Fórmula 1 desde sua refundação como equipe de fábrica em 2021. Após sete GPs disputados em 2026, o time de Silverstone ocupa a penúltima posição do Mundial de Construtores, com apenas um ponto somado, e foi superado em Barcelona até pela estreante Cadillac. Mesmo diante do cenário adverso, o diretor de pista Mike Krack reforçou o compromisso da equipe com o projeto de longo prazo comandado por Adrian Newey.
Um ponto em sete GPs e desempenho abaixo da Cadillac
O único ponto da escuderia britânica veio “por acaso” no GP de Mônaco, em meio à corrida de atrito e safety cars típicos do Principado. Em Barcelona, o AMR26 não apenas ficou atrás dos rivais diretos como foi claramente inferior à Cadillac, time recém-chegado ao grid e que ainda opera em fase de adaptação técnica.
O contraste é severo para uma equipe que, há apenas três temporadas, brigava por pódios com Fernando Alonso e era apontada como uma das principais ameaças aos grandes da categoria.
Sem atualizações até agosto
A Aston Martin já admitiu publicamente que não trará grandes evoluções aerodinâmicas antes da pausa de verão, em agosto. Questionado sobre o limite de paciência do time diante da estagnação, Krack reconheceu o desgaste interno.
“Está afetando todo mundo, dá para sentir. Dá para notar na garagem, especialmente com os pilotos. É uma situação muito difícil”, afirmou o dirigente.
Ainda assim, ele defendeu a disciplina estratégica. “Temos um líder forte. Foi tomada uma decisão e cabe a todos nós comprometermo-nos com essa decisão, mesmo que seja difícil” — referência implícita à liderança técnica de Newey, contratado em 2024 com foco no ciclo regulatório iniciado neste ano.
Problemas estruturais antes da performance
Em vez de apostar em pacotes pontuais, a equipe tem priorizado a correção de falhas de base do AMR26, primeiro carro construído sob o novo regulamento de unidades de potência e aerodinâmica ativa.
“A pilotagem, as mudanças de marcha, a reação da unidade de potência, a gestão da energia… Qualquer problema que tenhamos com essas coisas não será resolvido apenas com um pouco mais de potência no motor ou carga aerodinâmica. Estes problemas persistirão. Precisamos resolvê-los antes que cheguem outros”, detalhou Krack.
A leitura técnica indica que a Aston Martin trata 2026 como um ano de transição e aprendizado, apostando que o trabalho de Adrian Newey somado à parceria de motores com a Honda renderá frutos a médio prazo — repetindo, em outra escala, o modelo de reconstrução que projetou a Red Bull ao topo na década passada.
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