A Racing Bulls decidiu manter Liam Lawson no grid da F1 em 2026 e, para o CEO da equipe, Peter Bayer, a escolha tem base clara: o neozelandês mostrou evolução e, principalmente, passou a entregar um desempenho mais consistente na segunda metade de 2025. Ao comentar o tema, o dirigente ainda destacou que Lawson chegou a ser mais rápido que Isack Hadjar em algumas etapas, o que reforçou a convicção interna sobre o potencial do piloto de 23 anos.
Lawson já havia aparecido em momentos pontuais na F1 como substituto de Daniel Ricciardo em 2023 e 2024, mas ganhou projeção maior quando foi promovido para a Red Bull no início de 2025, assumindo a vaga de Sergio Pérez e formando dupla com Max Verstappen. O início, porém, não foi bom, e a equipe optou por mudanças rápidas: a partir do GP do Japão, Lawson deu lugar a Yuki Tsunoda e retornou à estrutura de Faenza, o “time B” da família taurina.
Mesmo com a trajetória turbulenta, a reta final mais sólida em 2025 foi suficiente para garantir a permanência para 2026. No próximo ano, Lawson correrá ao lado de Arvid Lindblad — que veio da Fórmula 2 — e terá também o peso de ser uma das referências da Racing Bulls justamente no primeiro campeonato do novo regulamento técnico da F1.
Em entrevista ao RacingNews365, Bayer explicou que o fator determinante foi o momento em que a equipe enxergou a estabilização do rendimento. “Para ser sincero, vimos o desempenho dele se estabilizar, e acho que isso foi o mais importante para nós. Quando foi tomada a decisão de dar a ele a vaga no próximo ano, esse foi o fator mais importante”, afirmou.
O CEO também ressaltou que a Racing Bulls está acostumada com trocas e adaptações, já que a missão do time é desenvolver talentos — o que, na visão dele, diminui a pressão quando uma mudança acontece no meio da temporada. “Um dos pontos fortes da equipe aqui é que todo mundo entende que essas coisas podem acontecer. Como estamos constantemente desenvolvendo talentos, estamos acostumados a mudanças, até mesmo no meio da temporada. Ninguém entra em pânico”, disse. “Para nós, é sempre: ‘Ok, tudo bem. Vamos arrumar o assento e colocar Liam de volta nele’.”
Bayer ainda reforçou que Lawson se encaixa na cultura da organização por ter sido formado dentro do programa da Red Bull e por ter reagido bem aos contratempos de 2025. “Ele se encaixa bem na nossa filosofia. Faz parte do programa da Red Bull há muitos anos e, para ser sincero, fez tudo certo [em 2025]. Apesar dos contratempos e das dificuldades, especialmente em termos de ritmo de corrida, houve algumas provas em que foi mais rápido que Isack Hadjar”, declarou.
Para 2026, o principal ponto a evoluir, segundo Bayer, é o desempenho de Lawson em uma volta rápida. “Precisamos trabalhar a velocidade dele na classificação, mas há muito potencial”, concluiu o dirigente.
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