Red Bull e McLaren notificaram a FIA de que pretendem recorrer da decisão que mudou o resultado do GP de Mônaco de 2026, devolvendo Pierre Gasly, da Alpine, ao terceiro lugar. O movimento aconteceu após a federação aceitar a revisão da punição aplicada ao francês, porque as duas equipes entendem que a mudança afetou diretamente a distribuição de posições e pontos na prova disputada no último fim de semana em Monte Carlo.
Recurso recoloca caso de Gasly no centro da F1
Segundo o portal Crash.Net, a notificação de intenção de apelação foi apresentada dentro do prazo regulamentar de uma hora após o veredito da FIA.
A partir desse primeiro passo, as equipes têm 96 horas para avaliar as evidências e decidir se levarão o recurso adiante. Ou seja, a contestação ainda entrou em fase formal, mas o caso continua aberto no campo esportivo e jurídico.
A reversão da punição aplicada a Gasly tirou Isack Hadjar do pódio e também custou uma posição a Oscar Piastri no resultado final do GP.
Red Bull e McLaren contestam base da revisão
De acordo com o Crash.Net, a Alpine convenceu a FIA ao apresentar um fato novo considerado decisivo: a distância usada para calcular a velocidade de Gasly no pit-lane estaria incorreta, o que teria superestimado a velocidade do carro.
A publicação também relatou que a discussão envolveu um problema nos sensores de cronometragem do pit-lane, com evidência fornecida pela própria FOM.
Ainda segundo o portal, o chefe esportivo da Red Bull, Stephen Knowles, sustentou quatro contrapontos na audiência: o tempo de parada foi consistente ao longo do fim de semana, o processo habitual foi seguido, as equipes ajustaram seus sistemas conforme o procedimento em vigor e o método de cálculo de velocidade nos boxes já é conhecido por sua imperfeição.
Na mesma linha, o Crash.Net informou que Will Courtenay, diretor-esportivo da McLaren, argumentou que o risco de discrepâncias nesse tipo de cálculo é conhecido e que as equipes orientam seus pilotos levando essa limitação em conta.
Audiência expôs divergência sobre interpretação técnica
A audiência da FIA teve participação ativa das equipes afetadas pela revisão. Conforme o portal, apenas Mercedes e Williams não enviaram representantes para acompanhar a sessão entre a federação e a Alpine.
Esse detalhe mostra o peso do caso no paddock. Mais do que a posição final de Gasly, o que está em jogo é a forma como a FIA interpreta dados de cronometragem e decide se um erro de medição pode justificar a alteração posterior de um resultado oficial.
Mudança em resultado pós-corrida segue como tema sensível
A F1 trata revisões de resultado com cautela, especialmente quando afetam pódio e pontuação dias depois da bandeirada. Em um ambiente altamente regulamentado, qualquer precedente sobre sensores, pit-lane e revisão de prova tende a gerar reação imediata das equipes.
No caso de Mônaco, a sensibilidade é ainda maior porque o circuito costuma amplificar a importância de cada posição. Ganhar ou perder um lugar em Monte Carlo geralmente tem impacto esportivo superior ao de outras pistas do calendário.
Próximos dias serão decisivos
Agora, Red Bull e McLaren precisam decidir se transformam a notificação em apelação completa. Se seguirem adiante, o caso pode ganhar nova rodada de análise e prolongar a disputa sobre o resultado do GP.
Para a FIA, o episódio representa mais um teste de consistência regulatória. Para as equipes, a discussão vai além de Gasly: envolve a confiança no sistema que mede infrações no pit-lane e a segurança jurídica dos resultados após a corrida.
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