O australiano Daniel Ricciardo revelou que consideraria um retorno pontual às corridas para disputar as 24 Horas de Le Mans e apontou Max Verstappen como primeira escolha para dividir o mesmo carro. Em participação no podcast Beyond the Grid, da Fórmula 1, o vencedor de oito GPs admitiu que aposentar-se sem uma despedida nos próprios termos deixou uma lacuna aberta desde sua saída da categoria, após o GP de Singapura de 2024.
O australiano mudou de posição sobre a possibilidade de voltar a competir. A motivação, segundo ele, não passa por um calendário completo, mas por uma experiência pontual em que o prazer de pilotar supere a pressão de resultados.
“Há um ano, eu teria dito que nunca mais colocaria um capacete. Acabou, é isso. Mas há algo ali que me faz pensar: seria bom para mim encerrar uma carreira nas corridas um pouco mais nos meus termos. Então, fazer algo que, quando eu tiro o capacete, estou sorrindo e feliz, talvez isso seja a última parte do encerramento de que eu preciso”, afirmou Ricciardo.
O atrativo do companheirismo no endurance
O ponto central do interesse não é o desafio técnico das provas de longa duração, mas a dinâmica de equipe. Na Fórmula 1, Ricciardo conviveu com a lógica de rivalidade interna em todos os times por que passou — de Red Bull a Renault, McLaren e RB. No endurance, o modelo é o oposto.
“Dividir um carro com outros pilotos e ter companheiros de equipe de verdade para compartilhar dados e ajudar… Eu simplesmente aproveitaria. Seria a forma de pilotagem e companheirismo que eu realmente gostaria”, falou o australiano.
Questionado sobre o parceiro ideal para um Hypercar em La Sarthe, Ricciardo foi direto: “Não quero pressioná-lo, mas obviamente Max é um nome que estaria no topo da lista”.
A conta que ficou aberta em 2018
A escolha de Verstappen tem endereço certo. Os dois foram companheiros na Red Bull entre 2016 e 2018, período em que o holandês se consolidou como líder do projeto e Ricciardo decidiu sair para a Renault em busca de protagonismo próprio.
“Estamos falando sobre a Red Bull, obviamente, em 2018 e ‘e se’, e eu estava tentando voltar para a equipe no fim da minha carreira. Então talvez essa seja uma forma de podermos dar às pessoas o que elas querem”, concluiu.
A frase recupera um enredo conhecido: a tentativa de retorno à Red Bull no fim de 2023, quando Ricciardo foi contratado pela então AlphaTauri com a expectativa de uma vaga ao lado de Verstappen que nunca se concretizou. A promoção de Sergio Pérez e, depois, a efetivação de outros nomes fecharam a porta.
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