O norte-americano Colton Herta avaliou negativamente a própria temporada de estreia na Fórmula 2 e admitiu que o ano trouxe “mais perguntas do que respostas”, deixando em aberto os planos para 2027. Em coletiva de imprensa nos Estados Unidos, o piloto da Hitech reconheceu a frustração com o desempenho e afirmou que ainda não sabe onde correrá no próximo ano.
Herta deixou a IndyCar para disputar a F2 com um objetivo claro: somar os pontos necessários para obter a superlicença da FIA e, com isso, credenciar-se a defender a Cadillac na Fórmula 1. Após 12 etapas, porém, o americano ocupa apenas a 19ª posição no campeonato, com 26 pontos somados.
Um ano de expectativa frustrada na Hitech
A campanha na F2 foi intercalada com compromissos na F1: Herta participou do TL1 da Cadillac no GP dos Estados Unidos, em Austin, e voltou da experiência sem esconder a insatisfação com o rendimento na categoria de acesso.
“Talvez eu tenha mais perguntas do que respostas, provavelmente mais perguntas do que quando entrei na categoria. Estou muito desapontado com tudo o que aconteceu. Acho que vou terminar por aqui e não tenho muito mais a acrescentar, estou muito desapontado com tudo o que aconteceu. Não foi bom”, destacou Herta.
O desempenho abaixo do esperado ganha peso diante do cenário competitivo da F2, categoria que revelou nomes como Charles Leclerc, George Russell e Oscar Piastri e que exige adaptação rápida a pneus de alta degradação, largadas com procedimentos complexos e dois formatos de corrida por fim de semana — desafios que costumam punir pilotos vindos de séries com forte carga aerodinâmica e pneus mais consistentes.
O plano da Cadillac e o assento em aberto
Ainda que mantenha o sonho de correr na F1, o piloto não sabe quais serão os próximos passos da carreira e espera definir a situação o quanto antes.
“Meu objetivo ainda é estar na F1, chegar lá o mais cedo possível com a Cadillac e a GM. Então, estou focado em tentar chegar lá o mais cedo possível. Acho que vou saber nas próximas semanas o que vai acontecer. Há muitas dúvidas sobre o que vou fazer no próximo ano e como isso pode ser. Espero conseguir resolver meus programas”, completou.
A indefinição de Herta se conecta diretamente ao mercado de pilotos. A Cadillac já confirmou a renovação de Sergio Pérez até 2029, mas o segundo cockpit segue sem dono — Valtteri Bottas ainda pode permanecer, enquanto a equipe investiu pesado na preparação do americano para uma eventual estreia. O time estreante viveu um ano de dificuldades, sem pontuar, e trabalha por mais consistência em 2027.
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