O piloto da Ferrari, Alessandro Pier Guidi, avaliou que a equipe italiana não deve repetir em Spa-Francorchamps o mesmo nível de desempenho mostrado nas 6 Horas de Spa de 2025, apesar de chegar para a etapa belga buscando reação após ser superada pela Toyota na abertura do WEC 2026, em Ímola. Em entrevista ao Sportscar365, o italiano afirmou que mantém os pés no chão para a segunda rodada do campeonato e destacou que a principal variável transferível entre as provas é o aprendizado com os novos pneus da Michelin.
Ferrari tenta responder após Ímola, mas cenário em Spa é diferente
A Ferrari iniciou 2026 com sinal de força, mas terminou a etapa de Ímola atrás do Toyota #8, vencedor com Sébastien Buemi, Ryo Hirakawa e Brendon Hartley. Pier Guidi, que divide o #51 com Antonio Giovinazzi e James Calado, foi segundo colocado.
Agora, o time mira Spa, pista onde brilhou em 2025: fez pole-position com o #50 (Antonio Fuoco, Nicklas Nielsen e Miguel Molina) e venceu justamente com o carro de Pier Guidi, em uma sequência que consolidou a equipe no topo da classe Hypercar.
“Não teremos o mesmo nível de desempenho do ano passado”, diz Pier Guidi
Mesmo com o histórico recente favorável, Pier Guidi tratou a comparação com 2025 como um risco de expectativa.
“Não acho que teremos o mesmo nível de desempenho do ano passado, mas vamos ver”, afirmou o piloto.
A leitura é pragmática: o WEC tem variação grande de desempenho entre pistas, e Spa — com longas retas, curvas de alta e maior sensibilidade a eficiência aerodinâmica — costuma embaralhar hierarquias vistas em circuitos mais travados.
Aprendizado real entre Ímola e Spa está nos pneus
Pier Guidi explicou que é difícil carregar conclusões diretas de Ímola para Spa por serem circuitos muito diferentes. Ainda assim, apontou um elemento em comum que deve pesar na etapa belga: a adaptação aos compostos.
“Além do conhecimento sobre os novos pneus da Michelin, não há muito mais”, resumiu.
Os compostos macio e médio, introduzidos no WEC em Ímola, retornam para Spa e a capacidade de extrair performance em stint longo pode decidir não só a volta rápida, mas também a janela estratégica de pit stops.
Spa costuma ser “prévia” técnica para o que vem adiante
Historicamente, Spa funciona como um dos melhores termômetros do WEC por exigir equilíbrio entre velocidade de reta, estabilidade em alta e gestão de pneus, componentes cruciais na construção de ritmo de corrida.
Para a Ferrari, o desafio em 2026 é duplo: reduzir a diferença vista em Ímola para a Toyota e, ao mesmo tempo, entender se o pacote atual permite repetir a eficiência que marcou a campanha de 2025. A cautela de Pier Guidi, nesse cenário, é também um recado: em Spa, ganhar não depende apenas de memória recente, depende de execução e leitura fina do fim de semana.
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