Logan Sargeant afirmou, em entrevista ao Motorsport.com, que torce para ter Max Verstappen como companheiro de equipe no WEC no futuro programa de Hipercarros da Ford, previsto para 2027. A declaração surgiu depois de a montadora revelar conversas com o atual piloto da Red Bull, porque o norte-americano entende que a presença do tetracampeão da F1 elevaria instantaneamente o nível competitivo do projeto.
Sargeant se anima com possível parceria com Verstappen
Hoje na classe LMGT3 do Mundial de Endurance, Sargeant já projeta a subida para a principal divisão da categoria quando a Ford entrar nos Hipercarros. E, diante do interesse crescente de Verstappen pelo endurance, não escondeu o entusiasmo com a possibilidade de dividir o mesmo carro.
Segundo o norte-americano, correr ao lado do neerlandês seria “um enorme privilégio” e também uma vantagem esportiva clara. Para Sargeant, o atual tetracampeão mundial da Fórmula 1 reúne velocidade, leitura de corrida e capacidade de adaptação acima da média.
“Se ele for correr, espero que seja no meu carro”, resumiu Sargeant, ao destacar que considera Verstappen o melhor piloto de sua geração.
Ford acompanha aproximação de Verstappen com o endurance
O movimento não acontece por acaso. Verstappen tem ampliado a conexão com provas de longa duração e se aproximado cada vez mais do universo do GT e do endurance, algo que o paddock observa com atenção há meses.
No próximo dia 17, por exemplo, o piloto disputa as 24 Horas de Nürburgring, na Alemanha, a bordo de um Mercedes-AMG GT3. A presença em uma das corridas mais exigentes do calendário europeu reforça a leitura de que o interesse do neerlandês pelo segmento vai além de uma curiosidade pontual.
Dentro da Ford, o tema também é tratado com naturalidade. Mark Rushbrook, diretor de competições da marca, já admitiu manter conversas regulares com Verstappen, ainda que não exista, neste momento, um plano formal para colocá-lo no programa do WEC no curto prazo.
A experiência de Verstappen pode mudar o peso do projeto
Ao explicar por que gostaria de ter Max ao seu lado, Sargeant foi direto: vê no piloto da Red Bull alguém capaz de “dar uma surra em todo mundo”. A frase forte traduz a percepção de que o talento do holandês poderia acelerar o desenvolvimento de qualquer carro no endurance moderno.
No entendimento do americano, a bagagem de Verstappen na F1 faria a transição parecer natural. Em categorias de resistência, a adaptação envolve gestão de pneus, tráfego, economia de energia e trabalho coletivo, mas pilotos com base técnica refinada costumam encurtar esse processo.
É justamente esse ponto que anima Sargeant. Para ele, um companheiro com a leitura de pista e a execução de Verstappen ofereceria não apenas resultados, mas também aprendizado direto dentro da garagem.
Ford resgata tradição histórica no endurance
A possível combinação entre Ford, Sargeant e Verstappen também chama atenção pelo peso histórico da marca nas corridas de longa duração. A fabricante norte-americana carrega uma trajetória marcante em Le Mans, especialmente pela era dourada dos anos 1960, quando transformou sua rivalidade com a Ferrari em um dos capítulos mais emblemáticos do automobilismo mundial.
O retorno à elite do endurance em 2027, portanto, não é apenas um movimento esportivo. É também uma tentativa de recolocar a Ford no centro de uma vitrine global que voltou a ganhar força com a presença de grandes montadoras e nomes de destaque do automobilismo internacional.
Nesse cenário, a eventual chegada de Verstappen ao WEC teria impacto técnico, comercial e simbólico. Poucos pilotos atuais carregam tanto peso competitivo e midiático quanto o tetracampeão.
Endurance atrai cada vez mais estrelas da Fórmula 1
Nos últimos anos, o endurance se consolidou como destino real para pilotos de alto perfil vindos da F1. A combinação entre prestígio histórico, corridas icônicas e projetos de fábrica transformou o WEC em uma das plataformas mais valorizadas do automobilismo mundial.
Por isso, as declarações de Sargeant ajudam a medir o tamanho da expectativa em torno de Verstappen. Mesmo sem negociação concreta para um assento, o simples interesse do neerlandês já mexe com o mercado e com o imaginário do paddock.
Se a parceria um dia sair do campo da hipótese, a Ford ganharia não apenas um dos maiores nomes da era recente, mas também um ativo capaz de alterar o equilíbrio esportivo da categoria desde a largada.
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