A IndyCar identificou áreas de melhoria no IR-28 após os primeiros testes em pista no Indianapolis Motor Speedway. O vice-presidente de competições da categoria, Mike O’Gara, confirmou a existência de pontos a aprimorar, mas evitou revelar detalhes, afirmando que “ainda não é o momento de falar sobre isso”. A declaração foi feita após o fim de semana de testes com Alexander Rossi e Álex Palou, realizado no sábado (1º) e domingo (2), com condições climáticas adversas que limitaram as voltas em pista seca.
Devido à chuva que prejudicou especialmente a sessão de Palou — que rodou apenas com pneus de chuva —, a IndyCar agendou de forma inesperada uma nova sessão com o espanhol para esta terça-feira (4), ampliando o programa de desenvolvimento inicial do carro.
Clima limita sessões, mas sistemas do IR-28 funcionam como esperado
O sábado começou com pista molhada para Alexander Rossi, que representou a Chevrolet no primeiro contato do IR-28 com o asfalto. O americano conseguiu completar algumas voltas em condições de seco durante a tarde, mas o cenário foi diferente para Álex Palou.
O tetracampeão da IndyCar, responsável pelo lado Honda do desenvolvimento, rodou exclusivamente com pneus de chuva. Uma leve garoa que voltou a aparecer no período da tarde inviabilizou a coleta de dados em pista seca — daí a necessidade de uma sessão adicional nesta terça.
Apesar das limitações climáticas, O’Gara destacou que os testes “superaram as expectativas” em termos de funcionamento do carro. “Nada nos impediu de rodar além do clima. Todos os sistemas funcionaram como esperado, incluindo câmbio e freios, mas sempre há espaço para refinamentos”, afirmou o dirigente.
Feedback alinhado de Palou e Rossi facilita desenvolvimento
Um dos dados mais relevantes do fim de semana foi o alinhamento entre os feedbacks de Palou e Rossi. Mesmo sem voltas em pista seca por parte do espanhol, as avaliações dos dois pilotos apontaram para a mesma direção em termos de ajustes necessários.
“A boa notícia é que, mesmo sem voltas em pista seca, o feedback do Álex Palou foi muito parecido com o do Rossi. Ambos buscaram praticamente a mesma faixa de ajuste de balanceamento de freios e equilíbrio aerodinâmico. Isso facilita bastante nosso trabalho”, explicou O’Gara.
A convergência de opiniões entre dois pilotos de perfis distintos é um sinal positivo para a fase de desenvolvimento. Quando pilotos de referência apontam para direções opostas, o processo de homologação se torna significativamente mais complexo e demorado.
IR-28 inicia longa jornada até a estreia em 2028
O programa de testes do IR-28 está apenas no início. O carro substitui o chassi atual da IndyCar, em uso desde 2012, e representa a maior renovação técnica da categoria em mais de uma década. A homologação para a temporada 2028 exigirá um ciclo extenso de desenvolvimento envolvendo Honda, Chevrolet, fornecedores e equipes.
A postura de O’Gara ao evitar detalhar as áreas de melhoria é estratégica e esperada nesta fase. Revelar fragilidades técnicas publicamente antes da homologação seria contraproducente para o processo de desenvolvimento e para a imagem do projeto junto a equipes e patrocinadores.
“Sim [encontramos o que pode ser melhorado], mas ainda não é o momento de falar sobre isso. É justamente para isso que servem esses testes: aprender”, resumiu o dirigente, sinalizando que o programa seguirá com discrição até que o carro esteja em estágio mais avançado de maturidade técnica.
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