O norte-americano Nikita Johnson, campeão da Indy NXT em 2026, afirmou estar otimista para conquistar uma vaga titular no grid da Indy em 2027, embora mantenha os pés no chão. Durante entrevista coletiva no Indianapolis Motor Speedway, onde compete pelo IMSA SportsCar, o piloto de 18 anos declarou que nenhuma negociação pode ser dada como certa antes da assinatura contratual.
A declaração ocorre em um momento em que poucas vagas continuam abertas no grid da categoria máxima. Oficialmente, restam disponíveis o carro #9 da Chip Ganassi, o #4 da AJ Foyt, além dos dois assentos da Juncos Hollinger e da Dale Coyne.
Conquista precoce valoriza passe no mercado
Para Johnson, a conquista do campeonato da categoria de acesso contra adversários experientes fortalece sua posição diante dos chefes de equipe.
“Acho que estaremos no grid no ano que vem, mas nunca está resolvido até estar assinado. Estamos apenas tentando esperar”, declarou o piloto durante a passagem do IMSA por Indianápolis.
O jovem ressaltou que a idade funciona como atrativo para projetos de longo prazo: “No meu caso, ajuda o fato de ter vencido em uma idade jovem, porque muita gente vê isso como uma oportunidade de eu passar mais tempo com a equipe deles antes de ir para outro time. E sim, isso valoriza um pouco mais o meu passe”.
Historicamente, a Indy NXT consolidou campeões como Tony Kanaan, Scott Dixon e Josef Newgarden, funcionando como a principal credencial de transição direta para a elite dos monopostos norte-americanos.
Vínculos cruzados complicam encaixe direto
Apesar das boas relações no paddock, as equipes com as quais Johnson tem laços diretos já estão com as duplas fechadas para 2027. O piloto competiu pela Cape Motorsports (parceira técnica da Ed Carpenter Racing) e disputa a classe GTD do IMSA em programas associados à Rahal Letterman Lanigan e à McLaren.
Com as vagas dessas organizações ocupadas, as alternativas recaem sobre Ganassi, Foyt, Dale Coyne e Juncos, que também avaliam outros nomes do mercado internacional.
O piloto optou por não confirmar se já recebeu propostas formais na mesa, mas reforçou que seu foco prioritário segue exclusivamente na Indy.
Planos incluem participações no endurance
Além da busca pelo assento na Indy, Johnson manifestou o desejo de continuar ativo nas provas de longa duração em 2027, conciliando corridas pontuais de GT ou protótipos quando o calendário permitir.
“Vamos tentar garantir a vaga e, obviamente, a Indy será a prioridade. Tomara que me permitam correr em algumas provas de GT ou de protótipos. Isso seria incrível, mas nunca se sabe”, completou.
A definição das últimas vagas da categoria deve se estender pelas próximas semanas, com as equipes analisando orçamentos, patrocínios e a pontuação de elegibilidade dos jovens postulantes.
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