A IndyCar planeja reduzir a potência fornecida pelo sistema híbrido dos monopostos como medida emergencial para conter a onda de falhas técnicas registradas nas últimas semanas. A informação é da revista norte-americana RACER, que aponta a estreia da nova configuração já neste fim de semana, durante o GP de Road America, em Elkhart Lake, Wisconsin. A mudança busca proteger o estoque de componentes e garantir a continuidade do campeonato até o fim da temporada.
Problemas se intensificaram na maratona de maio e junho
A categoria enfrentou uma sequência alarmante de quebras entre o GP de Indianápolis (9 de maio), a classificação e a corrida da Indy 500 e o GP de Gateway (7 de junho), período em que cumpriu quatro etapas e a clássica das 500 Milhas praticamente sem intervalo.
Relatos apurados pela imprensa norte-americana indicam que algumas equipes chegaram a emprestar componentes híbridos entre si para conseguir disputar as provas, evidenciando a escassez do material no paddock.
O que muda na configuração do híbrido
Atualmente, o sistema fornece cerca de 50 cv extras em curtos períodos de acionamento. A proposta da IndyCar é reduzir tanto a potência entregue quanto os níveis de recuperação e descarga de energia, com revisão etapa a etapa até o fim do calendário.
“Acho que estamos falando de alguns décimos, não de segundos de diferença no tempo de volta. Não acredito que será uma mudança muito grande”, afirmou Ron Ruzewski, chefe de equipe da Andretti Global, ao site RACER.
Um híbrido novo em uma categoria sem GP de motores
Introduzido em meados de 2024 após anos de adiamentos, o sistema híbrido marcou o início de uma nova era técnica na IndyCar, que opera com motores fornecidos exclusivamente por Honda e Chevrolet. Nos ovais, o dispositivo é o único recurso de ganho de potência acionado pelo piloto, enquanto em circuitos mistos e de rua funciona em conjunto com o tradicional push-to-pass, oferecendo mais de 100 cv adicionais combinados.
A decisão de recuar tecnicamente reforça o cuidado da categoria em não comprometer a paridade competitiva e a integridade do campeonato, fator decisivo em uma temporada marcada por disputa apertada no topo da tabela e pela briga renhida entre Penske, Andretti, Ganassi e McLaren.
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