O britânico Taylor Barnard conquistou sua primeira vitória na Fórmula E neste domingo (16), na corrida 2 do eP de Londres, disputada no traçado montado no centro de convenções ExCeL London. Aos 22 anos, 2 meses e 15 dias, o piloto da DS Penske tornou-se o mais jovem a subir ao topo do pódio na história da categoria elétrica, encerrando a temporada 2025/26 com um triunfo emocionante construído nos instantes finais da prova.
A vitória quebrou o longo jejum da equipe norte-americana, que até então era a única estrutura do grid que não havia conquistado nenhum pódio ao longo do campeonato. Diante de seus torcedores e familiares, o jovem talento não conteve as lágrimas ao estacionar o monoposto elétrico no pit-lane londrino após receber a bandeirada quadriculada.
“Tinha muito tempo que não chorava. Ser o piloto mais jovem a vencer na Fórmula E é incrível, ainda mais correndo em casa, diante da minha torcida e da minha família. Ainda estou sem palavras, mal posso acreditar”, declarou um emocionado Barnard logo após o encerramento da prova.
Estratégia arrojada e ataque decisivo na volta final
O triunfo do britânico foi arquitetado a partir de uma precisa gestão energética ao longo da corrida. Barnard guardou sua última ativação do Modo Ataque para os giros decisivos, utilizando os 50 kW de potência extra para superar o tráfego e alcançar os carros da Mahindra, que lideravam a corrida.
Na abertura da última volta, em uma manobra agressiva e precisa, o jovem da DS Penske mergulhou por dentro para ultrapassar o campeão mundial Nyck de Vries. A ultrapassagem selou a vitória em solo britânico e assegurou o lugar do piloto nos livros de recordes da FIA.
“Foram ultrapassagens de tudo ou nada ali nas últimas curvas, com o Modo Ataque ativado. Fui oportunista, consegui aproveitar as chances que apareceram. Honestamente, nem sei o que dizer”, revelou o piloto, descrevendo o momento crucial da disputa.
Alívio técnico e fim de jejum para a DS Penske
O triunfo no encerramento da temporada 2025/26 encerrou um período de forte seca para a DS Penske. O time era a única escuderia do grid que ainda não havia conquistado nenhum pódio ao longo do ano, sofrendo repetidamente com o desgaste de pneus e a eficiência da frenagem regenerativa.
Barnard apontou que os ajustes finos no balanço de freios no traçado misto londrino foram o diferencial técnico que permitiu manter o carro no ritmo dos líderes até o momento de deflagrar o ataque.
“Essa última volta foi a que mais tremi em toda a vida. A equipe trabalhou muito forte ao longo do campeonato. Fizemos muitas simulações com pneus que não resolveram tudo, mas o acerto com os freios ajudou muito hoje. É incrível fechar o ano assim”, concluiu o novo vencedor da categoria.
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