Colton Herta classificou como “reveladora” sua primeira temporada na Fórmula 2 em 2026. O norte-americano, que deixou a Indy para buscar os pontos necessários à superlicença da FIA e viabilizar uma futura vaga na Cadillac na Fórmula 1, apontou os pneus Pirelli como sua maior dificuldade de adaptação na categoria.
Após resultados abaixo do esperado, Herta ocupa apenas a 16ª posição do campeonato, com 26 pontos. O melhor desempenho do piloto até agora foi o sétimo lugar nas corridas principais da Austrália, do Canadá e da Bélgica.
A situação torna mais complexa o plano traçado pela Cadillac. Para alcançar a pontuação necessária à superlicença via F2, Herta precisa encerrar o campeonato entre os oito primeiros colocados.
Herta destaca desafio com pneus frios na F2
O piloto explicou que o comportamento dos pneus é o principal ponto de adaptação para quem chega à categoria vindo da Indy. Na Fórmula 2, os compostos Pirelli são utilizados sem mantas térmicas, o que exige uma construção cuidadosa de temperatura desde a saída dos boxes.
“Diria que foi uma experiência reveladora. Toda categoria tem seus prós e contras, e tenho achado bastante desafiador e interessante até o momento”, afirmou Herta.
“O pneu é o maior desafio. Acho que o composto da Pirelli, especificamente vindo do frio, sem as mantas térmicas, é bem peculiar”, completou.
A gestão térmica é um dos fatores técnicos mais decisivos da F2. Além de influenciar o desempenho em voltas rápidas, o procedimento condiciona a durabilidade dos compostos e pode definir estratégias em corridas com alto desgaste.
Experiência pode ajudar em uma futura chegada à F1
Apesar das dificuldades, Herta avalia que o aprendizado com pneus frios pode ser útil caso alcance a Fórmula 1. Na visão do norte-americano, o desafio de levar os compostos à janela ideal de funcionamento torna a experiência atual valiosa para sua evolução.
“De certa forma, isso acaba te preparando bem, porque fica mais fácil quando você chega à Fórmula 1, já que, com as mantas térmicas, o foco é manter a temperatura, não em elevá-la de 30, 40 graus para o que quer que seja”, explicou.
“É bom ter essa experiência e estar superconcentrado nisso, porque, quando você chega à Fórmula 1, acho que esse aspecto fica mais fácil”, acrescentou.
Disputas roda a roda são ponto positivo para Herta
Mesmo sem a sequência de resultados desejada, Herta elogiou o nível técnico do grid e a qualidade das disputas na Fórmula 2. O piloto destacou especialmente o efeito do DRS e o nível de downforce dos carros, que favorecem corridas mais movimentadas.
“As corridas nesta categoria são realmente muito boas. O efeito do DRS nesse carro é bem grande”, disse o norte-americano.
Herta também ressaltou a postura dos adversários nas batalhas em pista. “Gostei desse aspecto — as corridas, as disputas roda a roda. Os pilotos são incríveis, e todo mundo é bem justo. Então, foi divertido fazer parte disso”, concluiu.
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