O norte-americano Nikita Johnson, campeão da Indy NXT de 2026, classificou o teste realizado com a Dale Coyne Racing no Barber Motorsports Park, no Alabama, como o “primeiro passo” para um possível acordo na temporada 2027 da IndyCar. Aos 18 anos, o piloto teve sua primeira experiência com o carro DW12 na semana passada e destacou que a pressão aerodinâmica é o principal fator de diferença em relação à categoria de acesso.
A atividade no traçado de Birmingham reuniu apenas quatro pilotos. Hunter McElrea foi o mais rápido, com 1min07s557 pela Carpenter. A Dale Coyne surpreendeu ao escalar o irlandês Alexander Dunne, segundo colocado com 1min07s674 registrado pela manhã, e terminou em quarto com Johnson, que anotou 1min08s020 no turno da tarde.
A equipe de Dale Coyne costuma ser uma das últimas a definir sua dupla para a temporada seguinte. Em 2026, a estrutura contou com Romain Grosjean e Dennis Hauger, mas já precisa de ao menos uma substituição, uma vez que o norueguês assinou com a A.J. Foyt Racing para 2027.
“As coisas estão caminhando muito bem. Ainda estamos acertando todos os detalhes, e foi apenas um dia de testes e avaliação com a Dale Coyne. Portanto, seguimos tentando reunir todas as peças para entender como podemos viabilizar um acordo e colocar tudo em prática”, declarou o piloto ao portal Racer.
“Espero que isso seja definido o quanto antes. Ter a oportunidade de participar de um dia de testes é sempre o primeiro passo. Então, vamos ver o que acontece. Seguiremos trabalhando para acertar todos os detalhes e espero estar no grid no próximo ano”, salientou.
Nervosismo antes do turno e a comparação com a Indy NXT
Johnson admitiu ansiedade enquanto aguardava Dunne concluir a sessão da manhã, já que ainda não havia pilotado o carro da categoria principal. Para ele, o comportamento do DW12 correspondeu às expectativas.
“Tive de esperar a manhã toda, então fiquei um pouco nervoso, tentando imaginar o que o carro ia fazer. Mas foi exatamente como eu imaginei. Tinha mais downforce e era melhor que o carro da Indy NXT. Também exige mais fisicamente”, explicou.
“E poder pilotá-lo em Barber pela primeira vez foi realmente incrível. Sentir o nível de pressão aerodinâmica nas curvas 1, 12 e 13 foi muito especial”, completou.
O piloto também valorizou a tradição da Dale Coyne em avaliar jovens talentos. A equipe, fundada por Dale Coyne em 1984, tem histórico de lançar pilotos que depois construíram carreiras longas na categoria.
“É muito legal saber que muitos pilotos antes de mim fizeram testes pela equipe, seguiram em frente e tiveram carreiras brilhantes, e que provavelmente vários outros depois de mim também testarão. Foi muito bom”, destacou.
Um mercado com quatro vagas abertas
A definição na Dale Coyne ocorre em um momento de movimentação intensa no mercado da IndyCar. Após a contratação de Josh Pierson pela Foyt, restam oficialmente quatro assentos disponíveis para 2027: dois na própria Dale Coyne e dois na Juncos Hollinger Racing.
Johnson chega ao mercado com o título da Indy NXT, conquistado em 2026, e a experiência de ter sido avaliado por uma das equipes mais tradicionais do grid. A confirmação de sua estreia, porém, depende da conclusão das negociações comerciais e da montagem do pacote financeiro necessário.
“É sempre bom quando você tem a oportunidade de pilotar, não é? Então, não tenho do que reclamar. Foi um bom dia de avaliação e fiquei feliz simplesmente por poder guiar o carro. Foi divertido”, finalizou.
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