Toda cobertura tem um primeiro dia. Não teve um único carro acelerando na pista, já que a quinta-feira foi de montagem.
Montagem das equipes. Montagem da estrutura. Montagem da experiência que o público vai encontrar quando os portões abrirem.
Aliás, uma curiosidade: quando fomos embora, já com a sala de imprensa fechada, ainda havia caminhões chegando com decoração, mobiliário e adereços para as áreas VIP. Ou melhor, para as áreas dos muito VIPs. A turma que vai assistir à corrida com um conforto que faz até o motor V8 parecer som ambiente.
E isso mostra o tamanho da operação. Mas o que mais me chamou a atenção nem foi a estrutura.
Foi o clima.
Já acompanho há muitos anos, muitas categorias do automobilismo, inclusive nacionais, onde tudo parece funcionar em um estado permanente de tensão. Há regras para tudo — e isso é natural —, mas, às vezes, o ambiente parece ficar excessivamente sisudo.
No WEC, minha primeira impressão foi completamente diferente.
As regras existem. São cumpridas. A organização parece extremamente profissional. Mas o ambiente é leve. As pessoas sorriem mais. Conversam mais.
Existe um clima quase familiar nos boxes, no paddock e até entre quem está trabalhando.
Talvez seja apenas uma primeira impressão. Mas foi uma impressão muito boa.
Outro prazer desses primeiros dias foi reencontrar amigos da imprensa.
O automobilismo tem dessas coisas. Você passa meses — às vezes anos — sem cruzar com determinadas pessoas e, de repente, um autódromo reúne todo mundo outra vez. Entre um café e outro, as histórias voltam de onde haviam parado.
E Interlagos… continua absurdamente frio quando anoitece.
Também deu para perceber que algumas áreas do circuito seguem em obras. Algumas melhorias claramente já apontam para o futuro e, imagino, pensando também na próxima passagem da Fórmula 1 por aqui.
Do lado de fora, o público também parece ter muito o que aproveitar.
A Fan Zone ficou muito bem montada, com atrações para quem gosta de automobilismo e para quem simplesmente quer passar um dia agradável em Interlagos.
E a roda-gigante… Bom, ela praticamente disputa atenção com a reta dos boxes. Virou uma atração por si só.
Outro ponto que merece destaque é o preço dos ingressos.
Quem sempre sonhou em conhecer Interlagos durante um grande evento internacional, mas se assustava com os valores praticados na Fórmula 1, talvez encontre no WEC uma excelente oportunidade.
É um campeonato mundial. Com carros espetaculares. Grandes fabricantes. Pilotos de ponta. E ingressos muito mais acessíveis.
Claro que tudo isso é apenas a moldura. O quadro mesmo começa hoje.
Porque, enquanto escrevo, temos carros na pista. E já adianto: o som da Aston Martin Valkyrie é simplesmente espetacular.
Na Racer Media você vai encontrar várias matérias sobre às 6 Horas de São Paulo e em nossas redes e no Youtube, vamos postar diversos vídeos de bastidores do evento.
Mais tarde escrevo mais um pouco.