Pascal Wehrlein criticou o comportamento dos pneus da Fórmula E após a rodada dupla do eP de Mônaco e apontou o composto novo usado no domingo como principal motivo da falta de ritmo da Porsche. Depois de um fim de semana sem pontos no Principado, o alemão afirmou que o carro mudou completamente de comportamento na segunda corrida, justamente quando a equipe esperava mais aderência e desempenho.
Wehrlein aponta pneus como fator decisivo
A Porsche chegou a Mônaco com expectativa de ser competitiva. O time mostrou bom ritmo nos treinos, e Wehrlein vinha de uma preparação que indicava chance real de brigar na frente.
Mas o cenário mudou no segundo dia. Segundo o alemão, a simples troca para um jogo novo de pneus foi suficiente para transformar o comportamento do carro.
“O ritmo parecia muito promissor antes da classificação de domingo, os dois carros estavam fortes. Mas colocamos um jogo novo de pneus e ficou completamente diferente. Sem aderência, sem equilíbrio. Fomos mais rápidos com um jogo de pneus que já tinha feito uma corrida inteira no dia anterior. Fiquei sem palavras”, disse Wehrlein.
Porsche viveu domingo muito abaixo do esperado
No sábado, Wehrlein ainda chegou a mostrar velocidade, mas teve a corrida comprometida por um furo após toque com Nico Müller e terminou apenas em 18º.
No domingo, a situação foi ainda pior. Sem conseguir repetir o rendimento do início do fim de semana, o piloto cruzou a linha de chegada em 11º, fora da zona de pontuação.
O resultado ampliou a frustração da Porsche, que segue sem pódios em Mônaco mesmo após oito corridas disputadas no circuito.
Falta de consistência aumenta incômodo no paddock
Wehrlein destacou que a equipe não mexeu no acerto do carro entre as sessões, o que tornou a perda de performance ainda mais difícil de explicar.
“A programação em Mônaco é muito apertada. Você não mexe em nada no carro, apenas coloca pneus novos esperando mais aderência, mas foi terrível. Nada parecia estar sob meu controle neste momento”, afirmou Wehrlein.
A fala reforça uma reclamação recorrente na categoria: a dificuldade de prever com precisão o comportamento do pneu em diferentes condições de uso.
Problema, segundo Wehrlein, não é novidade
O alemão indicou que a insatisfação vai além da Porsche e sugeriu que o tema já é conhecido dentro da categoria.
“Todo mundo no paddock sabe disso, todos estão pedindo mais clareza. Neste fim de semana, simplesmente fomos os mais prejudicados. Agora só posso focar na próxima corrida”, declarou Wehrlein.
A observação tem peso porque Mônaco costuma exigir máximo nível de confiança mecânica e aderência. Em um traçado estreito, técnico e de baixa margem de recuperação, qualquer mudança inesperada no equilíbrio do carro tem impacto direto no resultado.
Mônaco expõe limites técnicos com mais clareza
Historicamente, o eP de Mônaco funciona como um teste severo para o pacote completo de equipes e pilotos na Fórmula E. Gestão de energia, janela ideal de pneus e confiança em frenagem costumam decidir o fim de semana.
Por isso, quando um carro perde aderência de forma repentina, o prejuízo fica ainda mais evidente. No caso da Porsche, o relato de Wehrlein sugere que o problema não foi apenas de estratégia ou execução, mas de previsibilidade técnica, um ponto sensível em uma categoria cada vez mais apertada.
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