Alexander Rossi detalhou a batida sofrida no TL7 da Indy 500, em Indianápolis, na segunda-feira, e afirmou que espera disputar a corrida no próximo domingo (24) porque as lesões foram leves. Em participação no podcast Off Track With Hinch & Rossi, o piloto da Ed Carpenter Racing explicou a dinâmica do acidente, atualizou seu quadro físico e reforçou confiança para voltar ao carro assim que receber aval médico.
Rossi minimiza lesão e projeta retorno
O norte-americano afirmou que o principal incômodo está no tornozelo e descartou problemas mais sérios em outras partes do corpo.
“Não há problemas na cabeça, nos ombros ou no pescoço, e a única coisa com que estamos lidando é um osso bem pequeno na parte interna do meu tornozelo. Este gesso vai ser removido hoje, então tudo isso parece muito dramático. Mas, basicamente, não dá para colocar peso sobre o pé durante esse processo, enquanto tentam controlar o inchaço”, disse Rossi, em entrevista ao podcast Off Track With Hinch & Rossi.
A previsão inicial é de que ele possa participar do Carb Day, na sexta-feira, mas a chuva pode comprometer a sessão final de treinos.
“Supondo que, quando retirarem o gesso, tudo corra como esperado, então estarei no Carb Day. Mas vai estar chovendo, então nos vemos no domingo”, afirmou.
Piloto explica dinâmica da batida
Rossi relatou que, no momento do acidente, a prioridade no treino era economia de combustível, e não andar no limite como em condição de corrida.
“É meio que a pior maneira de bater, mas estávamos economizando combustível. E a forma como os pelotões funcionam nos treinos é que todos são bem legais uns com os outros, porque você tenta não deixar ninguém para trás. Em uma corrida, o ritmo e o fluxo são muito mais rápidos e agressivos, então, quando você está nos treinos, consegue sentir esses grandes efeitos”, explicou Rossi.
Segundo ele, a volta imediatamente anterior havia sido bem mais lenta do que um giro em velocidade máxima, o que ajuda a entender o comportamento do carro no tráfego.
Janela ideal do carro foi rompida
O piloto da Carpenter também apontou que o acerto em Indianápolis trabalha dentro de uma faixa muito estreita de funcionamento aerodinâmico.
“Sei que parece contraintuitivo, mas existe uma janela ideal em que o carro funciona bem. E se esse limite é ultrapassado, obviamente os problemas vão surgir. E se ficar abaixo dele, acho que em algumas situações você também tem problemas”, declarou.
Segurança da Indy volta a ser destaque
Mesmo com a força do impacto inicial e da pancada posterior com Pato O’Ward, Rossi saiu do acidente sem lesões graves e usou isso para elogiar os avanços de segurança da categoria.
“Foi um daqueles incidentes em que você fica impressionado repetidamente com a segurança da Indy e todos os avanços que eles fizeram, considerando algumas das forças que atuaram no primeiro impacto e, depois, no impacto secundário com Pato”, disse Rossi.
Histórico reforça peso da recuperação
Vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 2016, Rossi é um dos nomes mais respeitados do grid no oval. Por isso, a possibilidade de largar mesmo após o acidente mantém relevância esportiva para a prova.
Em Indianápolis, experiência costuma pesar tanto quanto velocidade pura. Se for liberado, Rossi segue como peça importante em uma corrida que tradicionalmente recompensa leitura de tráfego, resistência física e controle em stints longos.
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