Com o fim da temporada 2025 da F1, Max Verstappen aproveitou para analisar o momento de dois dos nomes mais experientes do grid: Lewis Hamilton e Fernando Alonso. Em entrevista à emissora holandesa Viaplay, o tetracampeão falou sobre o ano difícil do britânico com a Ferrari e refletiu sobre a longevidade do espanhol na categoria.
Aos 28 anos, Verstappen já acumula vasta experiência desde a estreia precoce em 2015 e deixa claro que seu futuro na Fórmula 1 após 2026 ainda é uma incógnita. Ele já repetiu em outras ocasiões que pretende priorizar a diversão ao volante e não tem um plano rígido sobre até que idade seguirá competindo, mas admite que não se vê correndo depois dos 40.
Verstappen foi questionado sobre a adaptação de Lewis Hamilton à Ferrari e não escondeu a empatia em relação ao heptacampeão, que atravessou uma temporada bem abaixo das expectativas em Maranello.
“Depende um pouco da personalidade. Algumas pessoas ficam mais tempo. Também depende do seu nível e do que você conquistou no passado”, começou Max, ao falar sobre prolongar a carreira na F1.
Ao analisar especificamente o momento de Hamilton, o holandês foi direto: “Para ele, obviamente não foi uma temporada agradável na Ferrari. Dá para perceber isso em todos os lugares, especialmente no rádio. Sinceramente, eu também sinto pena dele. Não sei se ele vai parar. Ele não está desistindo. Com certeza ele vai continuar lá. Mas não é legal ver isso.”
Verstappen reforça que não se imagina estendendo demais sua trajetória se não estiver em condições competitivas ou não se divertir mais com a rotina da F1, ao contrário de alguns colegas que prolongam a carreira mesmo em fases difíceis.
O holandês voltou a comentar sobre o próprio horizonte na categoria, destacando que não tem interesse em seguir na F1 até idades avançadas: “Pessoalmente, acho que aos 40 ou 44 anos não serei mais o mesmo que sou hoje. Talvez também em termos de motivação. E se, além disso, você não estiver em um carro de ponta, menos ainda.”
Para Verstappen, desempenho, motivação e equipamento competitivo precisam caminhar juntos. Um cenário de meio de pelotão, depois de já ter conquistado tudo, não o seduz.
Se, por um lado, Verstappen não se vê correndo tão tarde quanto alguns veteranos, por outro ele demonstra grande admiração por Fernando Alonso, que seguirá no grid aos 44 anos.
Max contou que conversou com o espanhol em um voo para o GP do Catar: “Eu estava no avião com Fernando para o Catar. Achei interessante saber. Ele tem 44 anos, então perguntei a ele. São principalmente as restrições físicas. Sim, você sente mais dor. Esses carros já não são os mais agradáveis de dirigir. Realmente não é confortável. E à medida que envelhecemos, sentimos mais. Ombros, costas, pescoço. É preciso mais esforço para manter tudo em ordem.”
Mesmo assim, Verstappen acredita que, com um carro competitivo, Alonso ainda teria condições de lutar na ponta: “Eu realmente acho que se Fernando estivesse em um ótimo carro, ele poderia disputar pódios. Aqui, você vê o lutador aparecendo. E, em certos momentos, quando você vê que há algo para buscar, você realmente vê esse guerreiro voltando.”
Max ressalta que é preciso ter muita fome esportiva para continuar na F1 brigando apenas por posições no meio do grid: “Quando você é bicampeão mundial e já ganhou muito, e está pilotando pelo décimo lugar, é aí que você diz para si mesmo…”, sugerindo que, para ele, esse cenário poderia ser o limite.
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