Logan Sargeant avaliou de forma positiva os primeiros testes em pista do novo hipercarro LMDh da Ford, realizados na última semana no Circuito de Paul Ricard, na França. O norte-americano dividiu o protótipo com Matt Campbell, Mike Rockenfeller e Tom Blomqvist durante a atividade de três dias, considerada um passo decisivo na preparação da marca para estrear na classe Hypercar do WEC em 2027.
O carro, ainda sem nome oficial, superou 1.000 km de rodagem entre o shakedown e as sessões de testes. Para Sargeant, a base de trabalho construída pela Ford antes da ida à pista — incluindo atividades em dinamômetro e simulador — permitiu um início sólido para o novo programa.
Sargeant destaca trabalho de bastidores da Ford
O ex-piloto da Williams na Fórmula 1 ressaltou que o começo de um projeto de endurance demanda a integração gradual de sistemas, pessoas e processos. Ainda assim, o americano considerou que a Ford chegou a Paul Ricard com um nível de preparação acima do esperado para a estreia de um protótipo.
“Começar um novo programa sempre leva tempo, porque é preciso entender como todas as peças se encaixam. Mas começamos muito bem. Iniciar os testes no ponto em que começamos é um enorme mérito da equipe”, afirmou Sargeant.
“Já foram incontáveis horas dedicadas a este projeto, incluindo muito tempo no simulador. Tivemos uma grande vantagem desde o início. Podemos dizer, com toda a certeza, que começamos da melhor maneira possível”, completou.
V8 aspirado e chassi Oreca formam base do projeto
O LMDh da Ford utiliza um chassi produzido pela Oreca e é equipado com um motor V8 aspirado de 5,4 litros, derivado da família Coyote. A unidade de potência foi acionada pela primeira vez em julho, antes da sequência inicial de trabalho em Paul Ricard.
O programa integra a estratégia da fabricante de retornar à disputa pelo topo das corridas de longa duração, especialmente nas 24 Horas de Le Mans. A Ford possui uma trajetória histórica na prova francesa, marcada sobretudo pelas quatro vitórias consecutivas entre 1966 e 1969.
Campbell relata pequenos problemas típicos de estreia
Matt Campbell, atualmente piloto da Porsche Penske no IMSA SportsCar e futuro integrante da Ford no WEC, foi quem acumulou a maior quilometragem entre os pilotos que guiaram o carro na França. O australiano aprovou a jornada, embora tenha mencionado contratempos normais em uma fase inicial de desenvolvimento.
“Além de alguns pequenos problemas típicos de início de projeto, algo que já era esperado, tudo correu bem. Sabemos que há um longo caminho pela frente, mas este foi um começo muito positivo”, declarou Campbell.
O australiano também chamou atenção para o som do V8 aspirado. “Vi fãs nas redes sociais elogiando o quão incrível é o som, mas, de dentro do cockpit, é outro nível — é absolutamente ensurdecedor”, disse.
Ford já tem seis pilotos definidos para 2027
A Ford definiu um elenco de seis pilotos para seu programa de hipercarros em 2027. Além de Sargeant, Campbell, Blomqvist e Rockenfeller, o grupo conta com os britânicos Sebastian Priaulx e Nick Yelloly.
A próxima etapa prevê três dias de simulador na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, antes de um teste em Portimão, no início de setembro. O calendário de desenvolvimento também inclui atividades em Silverstone, Monza, Ímola, Aragão, Circuit of The Americas e Sebring.
O cronograma reforça a intenção da Ford de acelerar o amadurecimento técnico do protótipo antes da homologação e da estreia no WEC. A marca entrará em um cenário de alta competitividade, diante de fabricantes já estabelecidos na Hypercar e da chegada de novos projetos, como o da McLaren, também previsto para 2027.
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