A Aston Martin colocou em pista uma versão evoluída do Valkyrie Hypercar nesta quarta-feira, em Silverstone, na Inglaterra, para iniciar a avaliação de atualizações técnicas destinadas à temporada 2027 do WEC e do IMSA SportsCar. O teste, conduzido pela Aston Martin THOR Team, reuniu os pilotos de fábrica Ross Gunn e Harry Tincknell e serviu para direcionar o próximo estágio de desenvolvimento do protótipo LMH com motor V12 aspirado de 6,5 litros.
As imagens do ensaio indicam alterações relevantes no pacote aerodinâmico, especialmente na região traseira. A marca não detalhou as especificações das peças, mas confirmou que analisou uma ampla gama de soluções de desempenho antes de definir a configuração futura do carro.
Aston Martin busca extrair mais desempenho do Valkyrie
O teste em Silverstone é o primeiro passo de uma ofensiva técnica da Aston Martin após 18 meses de dados acumulados em competição. A marca estreou o Valkyrie no WEC e no IMSA em 2025 e agora trabalha para atacar limitações identificadas contra rivais que têm projetos mais maduros na classe Hipercarro.
O chefe da Aston Martin THOR, Ian James, classificou a atividade como decisiva para o planejamento do programa.
“Foi um dia significativo para o Valkyrie. Alguns dos desenvolvimentos que testamos vão orientar nosso pensamento sobre a direção técnica que seguiremos. Conseguimos avaliar muitas áreas de desempenho, e Silverstone foi um lugar interessante para desafiar as ideias”, afirmou James.
A perspectiva é de que a montadora recorra aos chamados evo jokers, instrumentos previstos no regulamento para homologar evoluções controladas em carros já homologados. A equipe ainda não confirmou quantos créditos de desenvolvimento serão utilizados nem quais elementos receberão mudanças definitivas.
Novo pacote pode atacar arrasto aerodinâmico
A busca por evolução chega após a Aston Martin reconhecer que o protótipo precisa de mais tempo para alcançar o nível dos principais programas da categoria. Embora o Valkyrie tenha demonstrado confiabilidade, o modelo enfrentou dificuldades de competitividade, sobretudo em circuitos de alta exigência aerodinâmica.
No começo do ano, Ross Gunn apontou as pistas de rua e os traçados mais ondulados como áreas em que o carro poderia evoluir. Em Le Mans, o excesso de arrasto foi um dos fatores que limitaram a performance do Valkyrie na comparação com os adversários diretos.
“Estamos começando a explorar novas áreas de performance por meio do desenvolvimento do carro-base, agora que entendemos muito melhor suas características depois de 18 meses de corridas”, explicou Adam Carter, chefe de endurance da Aston Martin.
Resultados recentes reforçam confiança no projeto
A marca britânica chega ao programa de evolução após demonstrar progresso nos dois campeonatos. No WEC, conquistou sua primeira pontuação dupla nas 6 Horas de São Paulo, com os Valkyrie em sexto e nono lugares.
No IMSA, Ross Gunn e Roman De Angelis foram classificados em quinto na GTP em Road America, após receberem a bandeirada na segunda posição. A performance indicou avanço, embora o projeto ainda persiga o primeiro pódio oficial no campeonato norte-americano.
Além do desenvolvimento, o ensaio antecipou a preparação da equipe para o retorno de Silverstone ao calendário do WEC em 2027. O circuito representa uma corrida caseira para a fabricante e para a indústria do automobilismo britânico.
A temporada seguinte ainda elevará o grau de dificuldade no Mundial de Endurance, que receberá os programas de Ford e McLaren na classe principal. Ferrari e Peugeot também avançam com seus próprios planos de atualização para os protótipos LMH.
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