A equipe Hertz Team JOTA chocou os favoritos e conquistou uma histórica dobradinha na sessão de Hyperpole para as 6 Horas de São Paulo do Mundial de Endurance (WEC) neste sábado (11). No asfalto sagrado do Autódromo de Interlagos, o britânico Will Stevens voou baixo a bordo do protótipo Cadillac V-Series.R #12 para cravar a marca de 1m23s041, faturando o primeiro ponto do fim de semana. A façanha técnica foi completada pelo carro irmão, o Cadillac #38 guiado por Jack Aitken, que garantiu o segundo lugar no grid por uma diferença mínima de apenas 0,048 segundos.
O domínio britânico nos boxes da Hertz Team JOTA
Os carros da Cadillac preparados pela equipe de bandeira britânica demonstraram uma adaptação aerodinâmica impecável às ondulações e ao asfalto abrasivo do circuito paulistano. Antes do tiroteio final da Hyperpole, Jack Aitken já havia dado o cartão de visitas ao liderar a primeira fase da classificação com o tempo de 1m23s482, encabeçando uma sessão assustadoramente equilibrada onde os dez primeiros carros ficaram separados por míseros 0s291.
Na hora da decisão com os dez melhores protótipos da classe principal na pista, a engenharia da JOTA ajustou a pressão dos pneus com perfeição para a temperatura do final de tarde em São Paulo. Will Stevens encaixou uma volta cirúrgica logo em sua primeira tentativa de pneus novos, garantindo a posição de honra e quebrando o favoritismo histórico das equipes oficiais da Porsche e da Toyota em solo brasileiro.
Aston Martin supera rivais e carimba a pole position na classe LMGT3
O trio do Aston Martin Vantage #23 da Heart of Racing garantiu o topo da categoria de turismo graças à volta voadora de Kobe Pauwels em 1m33s350.
O jogo estratégico para as 6 Horas de São Paulo
Atrás da impressionante dobradinha da Cadillac, o pelotão dos Hypercars promete uma corrida de desgaste extremo e estratégias agressivas no domingo. Com um grid compacto e zonas de frenagem forte como o “S do Senna” e a “Descida do Lago”, o gerenciamento de tráfego com os carros mais lentos da categoria de GT será o fator determinante para a sobrevivência das equipes.
A M-Sport Ford e a Chevrolet Corvette também mostraram força nas fases iniciais, com o irlandês Peter Dempsey liderando o primeiro grupo da LMGT3 com a Corvette da Racing Team Turkey. Contudo, a constância do ritmo de corrida nas frenagens de alta energia colocará à prova os freios e a durabilidade dos compostos de pneus escolhidos para as seis horas de maratona.

O peso de Interlagos no cenário atual do WEC
Conquistar a pole position em Interlagos carrega um simbolismo técnico gigantesco para o programa de protótipos da Cadillac. Historicamente, o traçado brasileiro pune severamente carros que sofrem com subesterço crônico no miolo de baixa velocidade, exigindo um balanço mecânico refinado que a Hertz Team JOTA executou com maestria em 2026.
No cenário atual do campeonato, largar na frente em São Paulo dá aos carros #12 e #38 a vantagem tática de ditar o ritmo do pelotão e evitar os tradicionais acidentes e toques da primeira curva. Diante das arquibancadas cheias de Interlagos, a equipe privada prova que possui engenharia e pilotos de alto calibre para peitar os times de fábrica e incendiar a briga pelos pontos dourados do Endurance mundial.
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