No fim das contas, eu já tinha me esquecido de como é fazer uma cobertura in loco.
É cansativo.
Muito mais do que parece para quem acompanha tudo pelas redes sociais.
A gente costuma ver os vídeos, as fotos bonitas, as entrevistas, os carros passando a mais de 300 km/h… mas quase nunca vê o que acontece entre um conteúdo e outro.
E, olha… cansa.
Interlagos é enorme.
Quem já veio ao autódromo sabe do que estou falando. Cada deslocamento parece pequeno no mapa. Na prática, são vários minutos caminhando de um lado para o outro. E isso acontece o dia inteiro.
Teve momento em que pensei: “Ah, vou fazer uma foto dali…” Olhei a distância. Olhei para minhas pernas. E a ideia foi embora.
Preguiça? Talvez. Mas também faz parte dos ossos do ofício. Porque, quando você já caminhou quilômetros carregando câmera, mochila, computador e mais um monte de equipamentos, qualquer subida parece uma etapa do Tour de France.
Mas o grande momento do dia aconteceu quando os carros finalmente foram para a pista.
E aí, meu amigo… Não existe vídeo de internet que consiga reproduzir isso.
Escutar motores de verdade continua sendo uma experiência completamente diferente.
Cada fabricante tem sua personalidade. Cada carro tem seu próprio sotaque. Mas um deles chama atenção imediatamente.
O Aston Martin Valkyrie.
Que máquina!
Além de ser, na minha opinião, um dos carros mais bonitos do grid, ele entrega um espetáculo sonoro difícil de explicar.
Aquele V12… Que som.
É daqueles motores que você escuta antes de enxergar o carro.
E quando ele passa, fica aquela sensação de que o silêncio do circuito nunca mais será o mesmo.