Felipe Baptista explicou que a parada antecipada nos boxes foi decisiva para vencer a corrida 2 da Stock Car no Velocitta, neste domingo (26), mas admitiu que a escolha quase comprometeu o resultado no fim. O piloto do carro #121 deixou o tráfego em uma prova marcada por incidentes, controlou a liderança e resistiu à pressão de Felipe Fraga e Arthur Leist para receber a bandeira quadriculada.
Baptista assumiu a ponta logo na largada e optou por uma das primeiras paradas da corrida. A decisão foi tomada diante do cenário de confusão na pista e da possibilidade de uma nova entrada do safety-car, em um circuito que impôs alto desgaste aos pneus.
Parada antecipada tirou Baptista da confusão
A corrida 2 no Velocitta teve 50 minutos de disputas intensas, escapadas e intervenções que alteraram o panorama estratégico. Baptista identificou que permanecer no pelotão poderia significar perder posições ou ser envolvido em incidentes.
Por isso, a equipe chamou o piloto cedo aos boxes. A estratégia permitiu que o carro #121 encontrasse pista livre, mantivesse ritmo competitivo e se colocasse em condição de controlar a prova após os ciclos de paradas.
“O carro estava bom o tempo todo, tanto na chuva quanto no seco. Optamos por parar um pouco cedo porque havia uma bagunça na pista que poderia provocar um safety-car”, afirmou Baptista.
A opção mostrou como a gestão de corrida pode ser determinante na Stock Car. Em traçados de alta exigência sobre os pneus, antecipar a parada pode garantir ar limpo e proteger o piloto de incidentes, embora também aumente o desafio de conservar o equipamento até o fim.
Desgaste dos pneus elevou tensão no fim
O custo da escolha apareceu nas voltas decisivas. Com os pneus mais gastos do que os de rivais que pararam depois, Baptista precisou administrar a queda de rendimento enquanto Fraga e Leist se aproximavam.
O safety-car, acionado a quatro minutos do término, aumentou a pressão sobre o líder. A relargada reduziu a vantagem construída e colocou os adversários novamente ao alcance, exigindo precisão para defender a primeira posição.
“No final, essa escolha custou um pouco, porque eu estava com pneus bem ruins, mas consegui segurar”, declarou o vencedor.
Baptista ressaltou que Fraga e, especialmente, Leist vinham em ritmo forte, mas afirmou ter conseguido manter uma margem segura. A boa relargada foi essencial para confirmar a vitória.
Vitória reforça importância da leitura estratégica
O triunfo no Velocitta foi resultado de uma combinação entre ritmo, execução nos boxes e controle de pneus. Baptista teve o carro competitivo em condições de chuva e de pista seca, fatores importantes em uma corrida de cenário instável.
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