Yuki Tsunoda negocia uma mudança para a IndyCar em 2027 e aparece como candidato ao carro #66 da Meyer Shank Racing, equipado com motor Honda. Fora do grid titular da Fórmula 1 após 111 largadas na categoria, o japonês de 26 anos avalia uma possível continuidade da carreira nos Estados Unidos, enquanto a equipe ainda mantém o processo de escolha aberto para a próxima temporada.
O #66 é ocupado por Marcus Armstrong, mas o neozelandês deve migrar para o carro #60 da mesma equipe com a saída de Felix Rosenqvist ao término do campeonato.
A eventual contratação colocaria Tsunoda em uma equipe parceira da Honda e abriria um novo capítulo para o piloto japonês após sua passagem pela F1, iniciada em 2021.
Meyer Shank não confirma decisão sobre o #66
O coproprietário da equipe, Mike Shank, confirmou que a Meyer Shank Racing está avaliando opções para compor sua formação de pilotos em 2027, mas evitou apontar um favorito para a vaga.
“Ainda não decidimos nada. Estamos conversando com todos de todas as categorias do automobilismo que sejam comparáveis ou pertinentes à Indy. Ainda estamos avaliando os interessados e analisando todo tipo de opção”, afirmou Shank ao portal Motorsport.com.
A MSR trabalha com motores Honda, fator que pode facilitar uma adaptação de Tsunoda. O japonês construiu sua carreira internacional dentro da estrutura da fabricante, que o levou à Fórmula 1 por meio da antiga AlphaTauri, posteriormente rebatizada como Racing Bulls, e da Red Bull.
Tsunoda já pilotou carro da IndyCar
Embora nunca tenha disputado uma etapa da IndyCar, Tsunoda teve um primeiro contato com um monoposto da categoria no fim de 2024. O teste promocional da Honda aconteceu antes do GP de Las Vegas, em um traçado montado nas imediações do Las Vegas Motor Speedway.
Na ocasião, o japonês pilotou o carro #93 da Chip Ganassi Racing, também equipado com motor Honda. Foram duas sessões de pista, que totalizaram aproximadamente 30 minutos, sob orientação de Scott Dixon, hexacampeão da IndyCar.
A atividade permitiu a Tsunoda conhecer características importantes dos carros americanos, como maior peso, comportamento aerodinâmico distinto e o desafio adicional de competir em circuitos ovais.
Da F1 à Indy: caminho já percorrido por Takuma Sato
Tsunoda soma 111 corridas na Fórmula 1, com estreia em 2021. Seu melhor resultado foi o quarto lugar no GP de Abu Dhabi daquele ano, quando defendia a equipe de Faenza.
Com as vagas no grid da F1 cada vez mais restritas, uma transferência para a IndyCar repetiria um percurso bem-sucedido para pilotos japoneses. O principal exemplo é Takuma Sato, que correu na Fórmula 1 antes de se tornar bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis, em 2017 e 2020.
A transição entre as categorias, porém, exige adaptação rápida. Além dos circuitos mistos e de rua, a IndyCar inclui ovais de alta velocidade, onde técnica, leitura de tráfego e confiança no carro têm peso decisivo.
Indianápolis ainda é ponto de atenção para o japonês
Em 2024, Tsunoda demonstrou interesse pela experiência de viver e competir nos Estados Unidos, mas reconheceu que os ovais — sobretudo o Indianapolis Motor Speedway — representavam uma barreira pessoal relevante.
“Se eu tiver a oportunidade e sentir que é o momento certo, com certeza eu adoraria. Gosto dos Estados Unidos e não me importaria de morar aqui. Mas não consigo imaginar pilotar em Indianápolis por mais de duas horas, a mais de 200 milhas por hora a cada volta. Para mim, é assustador”, declarou à época.
Até o anúncio oficial, a vaga no carro #66 segue em aberto e a negociação não representa um acordo concluído.
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