A IndyCar estuda a possibilidade de incluir um piloto convidado especial no grid do GP de Barcelona, marcado para 18 de julho de 2027. O presidente da categoria, Doug Boles, confirmou que a ideia está sendo discutida internamente ao lado do CEO Mark Miles como estratégia para ampliar o impacto do evento estreante em território espanhol. O pentacampeão Álex Palou foi além e fez convite público ao compatriota Fernando Alonso, bicampeão da Fórmula 1.
A questão envolve desafio regulamentar concreto. Pelo sistema de charters da IndyCar, apenas os 25 carros com franquias têm permissão para competir em provas fora das 500 Milhas de Indianápolis. Para incluir um convidado, a categoria precisaria ou convencer um dos 25 titulares a ceder sua vaga — alternativa improvável — ou abrir exceção regulamentar para um 26º carro participar da prova.
“Definitivamente é algo que apareceu no nosso radar. Apresenta alguns desafios, mas é certamente algo para considerar enquanto avançamos em direção a meados de julho de 2027”, reconheceu Boles em declarações ao portal RACER.
Palou convoca Alonso: “Ele estaria livre naquele fim de semana”
Ao ser questionado sobre qual piloto gostaria de ver no grid de Barcelona como convidado, Palou respondeu sem hesitar e com evidente entusiasmo ao nomear seu compatriota mais célebre no automobilismo mundial.
“Cem por cento eu indicaria o Fernando. Ele já fez as 500 Milhas de Indianápolis, seria uma ótima combinação e ele estaria livre naquele fim de semana. Então aqui está meu convite para ele vir”, declarou Palou com sorriso largo.
Fernando Alonso, 45 anos, bicampeão mundial de F1 em 2005 e 2006 pela Renault, tem histórico relevante com a IndyCar. O asturiano tentou a Tríplice Coroa do automobilismo — vencedor em Mônaco e Le Mans, buscava as 500 Milhas — e participou das edições de 2017 e 2019 do clássico de Indianápolis, com desempenho competitivo em ambas as oportunidades antes de abandonos mecânicos.
Contexto regulamentar: o desafio do 26º carro
A viabilidade do conceito de “piloto convidado” esbarra diretamente na estrutura de charters que regula a IndyCar desde sua reformulação. O sistema foi desenhado para garantir estabilidade financeira às equipes titulares — cada charter representa direito garantido de participação e fatia de distribuição de receitas.
Abrir exceção para um 26º carro em Barcelona exigiria negociação cuidadosa com as equipes detentoras de franquias, que teriam interesse legítimo em questionar qualquer brecha no modelo. Boles reconheceu os desafios sem fechar a porta: “Estamos planejando 25 carros em todas as corridas no próximo ano, com exceção das 500 Milhas de Indianápolis, onde temos nossos 33 e quem mais aparecer para tentar se classificar.”
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