Felipe Drugovich chega ao eP de Mônaco deste fim de semana, nas ruas de Monte Carlo, mais confiante após marcar os primeiros pontos na temporada 2025/26 da Fórmula E em Berlim. O piloto da Andretti entende que o 9º lugar na segunda corrida na Alemanha tirou um peso dos ombros e pode servir como ponto de partida para transformar boas classificações em resultados mais sólidos, especialmente em um circuito onde já teve sucesso ao longo da carreira.
Berlim deu alívio e confiança a Drugovich
Até a etapa alemã, Drugovich já mostrava velocidade em voltas lançadas, mas ainda não conseguia converter esse desempenho em pontos. Em Berlim, avançou aos duelos nas duas classificações e, enfim, conseguiu transformar posição de largada em resultado de campeonato.
O brasileiro reconheceu que o saldo ainda está abaixo do objetivo da equipe, mas tratou o fim de semana como uma “injeção de confiança” importante para a sequência da temporada. Em um campeonato tão equilibrado quanto a Fórmula E, tirar a pressão de marcar os primeiros pontos costuma mudar a abordagem do piloto e da equipe nas etapas seguintes.
Mais do que os dois pontos conquistados, o resultado serviu para confirmar que a evolução vista em classificação começa a encontrar reflexo também em ritmo de corrida.
Tração integral atrapalhou começo de temporada
Drugovich explicou que um dos entraves do início de campeonato estava ligado à dificuldade de reproduzir nas corridas o rendimento mostrado aos sábados, especialmente por questões relacionadas ao uso da tração integral.
Esse detalhe é relevante no contexto atual da categoria. Com os carros da geração mais recente cada vez mais sensíveis à gestão de energia, aderência e fases de ativação dos sistemas, pequenos ajustes técnicos podem alterar de forma decisiva a competitividade durante uma prova.
Por isso, a etapa de Berlim foi tratada internamente como um passo adiante. Ainda não no nível de brigar pelas primeiras posições, mas já como um sinal de que o pacote da Andretti começa a responder melhor ao estilo do brasileiro.
Mônaco pode favorecer repertório técnico do brasileiro
O próximo desafio é um dos mais simbólicos do calendário. E Drugovich acredita que a bagagem acumulada em Mônaco pode pesar a favor.
O brasileiro já venceu e subiu ao pódio outras duas vezes no traçado de Monte Carlo na Fórmula 2, experiência que, segundo ele, segue válida mesmo com carros muito diferentes. Em pistas urbanas de alta precisão, memória de traçado, referências de frenagem e confiança perto dos muros continuam sendo ativos valiosos.
Em Mônaco, posição de pista costuma ter importância ainda maior do que em outras etapas, e uma volta forte na classificação frequentemente define o tamanho da ambição para o fim de semana.
Entrosamento com a Andretti entra em nova fase
Outro ponto destacado por Drugovich é o avanço da relação com a Andretti. Prestes a completar dez corridas pela equipe, o brasileiro afirmou que agora se sente plenamente em casa e mais conectado ao trabalho com os engenheiros.
Esse tipo de adaptação é central no automobilismo moderno. Entender como a equipe interpreta dados, como reage ao feedback do piloto e como ajusta o carro em diferentes cenários leva tempo, especialmente em uma categoria tão técnica quanto a Fórmula E.
Segundo Drugovich, esse processo começa a encaixar de forma mais natural. E isso ajuda a explicar por que os sinais recentes têm sido mais positivos, sobretudo em fins de semana nos quais a execução pesa tanto quanto a velocidade bruta.
Monte Carlo cobra precisão e recompensa confiança
Historicamente, Mônaco é um dos palcos mais exigentes do automobilismo mundial. Na Fórmula E, o circuito ganhou ainda mais relevância com corridas que misturam estratégia energética, gestão de pelotão e punição imediata para qualquer erro.
Para pilotos que chegam embalados por um bom resultado, o Principado costuma funcionar como teste real de maturidade competitiva. É exatamente esse cenário que Drugovich terá pela frente.
Se em Berlim o brasileiro encontrou o alívio de enfim pontuar, em Monte Carlo a meta é transformar confiança em consistência. E, em uma temporada em que cada detalhe pesa, unir experiência prévia na pista ao melhor momento de adaptação com a equipe pode ser o ingrediente que faltava para dar um salto mais claro no campeonato.
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