A Geely avançou nas negociações para ingressar na Fórmula E e avalia utilizar a Lotus como marca para representar o grupo no campeonato elétrico a partir de 2028, durante a segunda fase da era Gen4. As conversas aconteceram durante o eP de Xangai, onde executivos da fabricante chinesa se reuniram com dirigentes da categoria e chefes de equipe para discutir possíveis modelos de entrada.
Segundo informações do portal The Race, o vice-presidente executivo da Geely, Victor Young, participou das reuniões com o CEO da Fórmula E, Jeff Dodds, e outros representantes do paddock. Caso o projeto avance, será o retorno da tradicional marca Lotus a um campeonato mundial da FIA desde sua saída da Fórmula 1, ao fim da temporada de 2015.
Lotus surge como principal candidata para representar a Geely
A Geely possui diversas marcas capazes de liderar um projeto na Fórmula E, entre elas Zeekr, Polestar, Lynk & Co, Maple e a própria Geely. No entanto, a Lotus desponta como a opção mais forte devido ao seu histórico no automobilismo e ao reconhecimento mundial da marca.
História pesa na escolha da fabricante britânica
Desde que passou ao controle da Geely, em 2017, a Lotus voltou a investir no desenvolvimento de veículos esportivos e chegou a analisar uma entrada na Fórmula E em 2020, quando Audi e BMW deixaram a categoria.
Agora, o cenário é mais competitivo. A Fórmula E vive um momento de crescimento e poderá contar com até 24 carros no grid já na próxima temporada, caso a permanência da Penske seja confirmada e o segundo programa oficial da Porsche seja concretizado.
Entrada pode acontecer por meio de parceria técnica
Com poucas vagas disponíveis para novos fabricantes, a alternativa mais provável para a Geely seria firmar parceria com uma equipe já estabelecida no campeonato.
Nesse cenário, Mahindra e Lola aparecem como as candidatas mais cotadas para uma colaboração técnica, embora outras possibilidades ainda estejam sendo avaliadas pelos dirigentes.
Durante o eP de Xangai, Jeff Dodds confirmou que mantém conversas frequentes com executivos da Geely e indicou que existe interesse mútuo na aproximação.
“Conheço bem Victor e conversamos muitas vezes. Eles fazem um trabalho impressionante, seja com Lynk & Co, Zeekr ou talvez Lotus e Polestar. Eles têm um portfólio enorme e são muito bem-sucedidos. Vocês podem tirar as próprias conclusões”, afirmou o CEO da Fórmula E.
Atualmente, a Geely mantém apenas um programa oficial no automobilismo internacional, disputando o TCR World Tour em parceria com a Cyan Racing. Caso o projeto na Fórmula E seja confirmado, o conglomerado chinês preencherá uma lacuna deixada pela saída da NIO ao fim da temporada 2022/23 e voltará a colocar uma fabricante chinesa no grid da categoria elétrica.
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