Sergio Pérez assinou um novo contrato plurianual com a Cadillac e seguirá na equipe norte-americana até pelo menos a temporada 2029 da Fórmula 1. O anúncio foi feito às vésperas do GP do México, etapa em que o piloto de 36 anos disputará sua 300ª corrida na categoria, consolidando o mexicano como líder do projeto da marca da General Motors desde a estreia do time em 2026.
Pérez chegou à Cadillac após ficar fora das pistas em 2025, consequência de sua saída da Red Bull ao fim de 2024. Em um ano de estreia irregular da equipe, o mexicano encontrou sua melhor forma nesta temporada e se comparou favoravelmente ao companheiro Valtteri Bottas, também veterano e com passagem de cinco anos como titular na Mercedes.
Uma relação construída desde o primeiro dia
Envolvido na estruturação do time desde a gênese do projeto, Pérez construiu uma relação próxima com o CEO da equipe, Dan Towriss, e com o chefe da General Motors, Mark Reuss. Foi essa interlocução direta que sustentou a negociação da prorrogação.
“Juntar-me à Cadillac F1 desde o primeiro dia foi um projeto no qual acreditei de verdade, e prolongar meu compromisso parece uma continuação natural desse capítulo”, disse Pérez.
“Construir uma equipe de F1 do zero exige tempo, trabalho incansável e paciência, mas o progresso que estamos alcançando juntos é incrivelmente gratificante. Ainda há muito trabalho pela frente e estou totalmente comprometido para os próximos três anos”, completou o mexicano.
Towriss endossou o discurso de continuidade. “Construir uma equipe competitiva na F1 é uma jornada de longo prazo, e garantir o talento e a liderança de Checo nos dá a continuidade e o compromisso de que precisamos para dar continuidade à sólida base estabelecida em nosso primeiro ano”, afirmou o dirigente.
O segundo assento segue indefinido
Se a permanência de Pérez está resolvida, a identidade de seu companheiro para a próxima temporada é bem menos certa. Bottas assinou o que se acreditava ser um contrato plurianual, mas uma campanha decepcionante levou a Cadillac a reavaliar suas opções.
Parte das dificuldades do finlandês foi obscurecida pelo carro inconsistente e pela qualidade de produção irregular do time em seu ano de estreia, o que mantém viva a chance de renovação por mais uma temporada. A equipe, porém, investiu pesado para preparar o piloto de testes Colton Herta para uma estreia na F1 e, sendo o último assento disponível no mercado para 2027, não faltam interessados na vaga.
Da Racing Point à liderança de um projeto do zero
Seis vezes vencedor de GPs pela Racing Point e pela Red Bull, Pérez construiu a reputação de especialista em gestão de pneus e em provas de rua, característica que o consagrou em circuitos como Baku e Singapura. A chegada à Cadillac, porém, impôs um desafio distinto: participar da fundação de uma equipe do zero.
A Cadillac entrou no grid em 2026 como a 11ª equipe e a primeira representante de uma montadora norte-americana na categoria desde a estreia da Haas, em 2016. O time ainda não pontuou desde a estreia e convive com problemas de confiabilidade, com metas de maior consistência para 2027 — justamente o período em que a renovação de Pérez deve render seus primeiros frutos competitivos.
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