O chefe de equipe da Williams, James Vowles, declarou nesta semana estar confiante de que manterá Carlos Sainz e Alex Albon no time britânico em 2027, mesmo diante de rumores publicados pelo portal PlanetF1 apontando interesse do espanhol em uma eventual vaga na Audi. Em entrevista, o dirigente afirmou que ambos os pilotos compartilham com ele valores de “honestidade e transparência” e que comunicariam abertamente caso considerassem outras opções no grid da Fórmula 1.
Temporada abaixo das expectativas em Grove
Após avançar até o 5º lugar no Mundial de Construtores em 2025, a Williams vive um 2026 frustrante. O FW48 está acima do peso e carece de downforce, somando apenas 11 pontos em sete corridas — com 8º lugar em Mônaco como melhor resultado.
A queda de rendimento abre espaço para especulações sobre o futuro de Sainz, embora Nico Hülkenberg e Gabriel Bortoleto estejam contratados pela Audi até o fim de 2027. O histórico de relacionamento da família Sainz com a marca alemã, contudo, mantém o assunto vivo nos bastidores.
“Eles me disseram que querem o futuro aqui”
Vowles sustenta que diálogo aberto desde outubro de 2025 mantém a dupla alinhada ao projeto.
“O melhor de ambos é que eles compartilham os mesmos valores que eu, que são honestidade e transparência. Se eles estiverem considerando qualquer outra opção, virão até mim para conversar sobre isso”, declarou.
“No momento, Carlos e Alex querem que o futuro deles seja aqui. Eles me disseram isso, mas também disseram isso a vocês publicamente ao mesmo tempo”, completou.
Plano de recuperação do FW48
O britânico revelou que a equipe trabalha em reduções de peso programadas para cada uma das próximas corridas até atingir o limite mínimo regulamentar — gargalo apontado como principal causa do baixo desempenho. Pontuações em Miami, Montreal e Mônaco indicariam que o pacote ainda tem potencial.
“Erramos neste inverno [europeu]. Meu trabalho é mostrar a eles como vamos corrigir isso rapidamente e proporcionar um ambiente em que possam voltar a lutar por pódios”, afirmou.
“Seriam tolos se não olhassem o mercado”
Pragmático, Vowles reconheceu que pilotos de elite avaliam constantemente o mercado, mas avaliou que as poucas equipes vencedoras já têm suas duplas definidas.
“Se amanhã surgisse uma vaga na Mercedes, eles seriam tolos se não considerassem quais são suas opções. Mas, no momento, o compromisso deles é com a Williams”, ponderou.
“Alex e Carlos já investiram muito do seu tempo para transformar esta equipe no que eles querem que ela seja. É a equipe deles, e isso não é algo que se encontre em nenhum outro lugar do grid”, concluiu.
Contexto: a nova era da Williams sob Dorilton
Sob comando da Dorilton Capital desde 2020 e liderada por Vowles desde 2023, a Williams vive uma reestruturação ambiciosa após anos de declínio que culminaram com a última colocação no Mundial em 2019. A contratação de Sainz para 2025, vinda da Ferrari, simbolizou a guinada do projeto — distante da filosofia clássica da era Frank Williams, em que pilotos eram considerados secundários em relação à engenharia. Manter a dupla Sainz-Albon intacta é, hoje, pilar central da estratégia da equipe para a era de regras de 2026.
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