Max Verstappen reconheceu durante o fim de semana do GP do Canadá que a Red Bull segue sofrendo com zebras e irregularidades de pista e, ao projetar a etapa de Mônaco, brincou que vai precisar de “uma nova coluna”. A referência expõe um problema técnico que acompanha a equipe em traçados mais acidentados e que preocupa justamente porque Monte Carlo leva esse desafio ao limite.
Verstappen admite ponto fraco da Red Bull
Em Montreal, Verstappen foi direto ao explicar que qualquer circuito com muitas ondulações tende a expor a filosofia atual do carro da Red Bull. Segundo o tetracampeão, a dificuldade está ligada ao acerto necessário para equilibrar a reação do carro sobre irregularidades sem comprometer a carga aerodinâmica.
O holandês afirmou que o cenário melhorou em pistas mais lisas, como Miami, mas deixou claro que a situação ainda está longe do ideal. Por isso, a chegada a Mônaco aparece como novo teste crítico para a equipe.
Mônaco amplia alerta para suspensão e zebras
Ao comentar o desafio do Principado, Verstappen respondeu em tom de humor, mas com fundo técnico evidente. Em uma pista estreita, travada e cercada por zebras agressivas, qualquer instabilidade mecânica ou aerodinâmica cobra preço imediato.
A declaração sobre “comprar uma nova coluna” resume bem o temor da Red Bull. Em Monte Carlo, onde confiança sobre as zebras é essencial para extrair volta, o desconforto do carro pode limitar agressividade e desempenho.
Mekies vê margem para correção em 2026
Apesar do alerta do piloto, o chefe de equipe Laurent Mekies manteve discurso otimista. Segundo ele, a Red Bull ainda não identificou nada que não possa ser resolvido ao longo desta temporada.
O dirigente explicou, porém, que o desafio não é apenas eliminar o problema. A equipe quer encontrar uma solução que também preserve — ou até melhore — o tempo de volta, sem transformar o carro em um pacote mais lento.
Resolver sem perder performance é o dilema
Esse é o ponto central do trabalho técnico em Milton Keynes. Em teoria, suavizar determinadas características do carro pode reduzir os impactos em zebras e bumps, mas também comprometer eficiência aerodinâmica e rendimento puro.
Mekies destacou justamente essa complexidade. Para a Red Bull, não basta tornar o carro mais previsível: é preciso corrigir a fraqueza sem abrir mão da competitividade em circuitos de perfis distintos.
Problema acompanha equipe desde a era do efeito-solo
A dificuldade da Red Bull com zebras e irregularidades não é nova. Desde a fase dos carros de efeito-solo, esse comportamento aparece com frequência em determinados circuitos, especialmente aqueles que exigem rodar baixo e lidar com mudanças bruscas de superfície.
Mesmo com a evolução das regras e das configurações ao longo dos últimos anos, a equipe ainda busca um compromisso ideal entre rigidez, altura e estabilidade. Isso ajuda a explicar por que o tema continua relevante.
Red Bull mira pistas urbanas no restante do ano
A preocupação não se resume a Mônaco. Traçados como Baku, Singapura e Las Vegas também podem amplificar esse tipo de limitação, o que torna a correção ainda mais importante para a reta final do campeonato.
Por isso, a Red Bull trata o assunto como prioridade técnica. Verstappen admite que tem ideias sobre a origem do problema, enquanto Mekies confia que a equipe conseguirá avançar mais uma vez antes das pistas mais sensíveis do calendário.
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