Lewis Hamilton afirmou após o GP do Canadá, disputado em Montreal no último fim de semana, que acredita estar melhor sem usar o simulador da Ferrari na preparação para as corridas. O britânico chegou em segundo lugar, seu melhor resultado em um GP com a Scuderia, e explicou que a decisão de focar mais em análise de dados e menos na ferramenta virtual ajudou a extrair mais do carro.
Canadá reforça convicção de Hamilton
Hamilton viveu seu melhor fim de semana em GP desde a chegada à Ferrari. Além de superar Charles Leclerc na maior parte das atividades em Montreal, o heptacampeão fez uma corrida sólida e saiu do quinto lugar no grid para terminar em segundo.
Na prova, o britânico ultrapassou Oscar Piastri logo na primeira volta e depois buscou Max Verstappen para assumir a vice-liderança no fim. O resultado encerrou uma sequência de altos e baixos e deu novo peso ao método adotado no Canadá.
Estratégia repetiu plano usado na China
Antes da etapa canadense, Hamilton já havia explicado que optou por não usar o simulador da equipe em Maranello. Segundo ele, a correlação entre a ferramenta e o comportamento real do carro nas pistas ainda não o convencia plenamente.
Foi a mesma escolha feita anteriormente na China, outro fim de semana em que o britânico havia mostrado desempenho competitivo. Agora, após Montreal, Hamilton indicou que tende a manter essa linha de trabalho.
“Provavelmente me saio melhor sem ele”
O piloto da Ferrari deixou claro que não descarta o simulador como ferramenta de desenvolvimento, mas não o vê mais como peça essencial na sua preparação para correr.
“Se você olhar para as duas melhores corridas que eu tive, eu não usei um simulador”, afirmou. Em seguida, foi ainda mais direto: “Provavelmente me saio melhor sem ele”.
A fala também ajuda a entender o perfil de Hamilton. Mais experiente e com base técnica construída ao longo de diferentes eras da Fórmula 1, o britânico reforçou que tem características de piloto da “velha guarda”.
Ferrari ainda quer usar experiência para evoluir ferramenta
Mesmo defendendo a estratégia atual, Hamilton ressaltou que pode voltar ao simulador para ajudar a equipe a entender melhor as diferenças entre o virtual e o carro real.
Segundo o piloto, só ele e Leclerc têm a referência completa de como o carro se comporta de fato em pista. Por isso, o retorno técnico deles pode ser decisivo para melhorar a ferramenta de preparação da Ferrari.
Esse ponto é relevante porque simuladores seguem sendo parte central do desenvolvimento moderno na F1, especialmente em equipes de ponta. Quando um piloto do tamanho de Hamilton aponta falta de correlação, o tema naturalmente ganha importância dentro do paddock.
Segundo lugar pode marcar virada na Ferrari
Mais do que o resultado em si, Montreal pode representar um ponto de inflexão para Hamilton na equipe italiana. Desde a saída da Mercedes, o britânico vinha convivendo com pressão, especulações e dificuldade para transformar potencial em resultado consistente.
Voltar justamente ao circuito de sua primeira vitória na categoria e sair com o melhor GP pela Ferrari dá peso esportivo ao fim de semana. E, para Hamilton, a conclusão parece clara: neste momento, menos simulador pode significar mais performance.
🔗 Junte-se à nossa comunidade!
👉 Entre no nosso grupo no WhatsApp para receber novidades, trocar ideias e ficar por dentro de tudo em tempo real.
📺 E não esqueça de se inscrever no nosso canal no YouTube para vídeos exclusivos, curiosidades e muito mais!
