Lewis Hamilton terminou a classificação para a corrida sprint do GP da Holanda apenas na sétima posição nesta sexta-feira (21), em Zandvoort, depois de apresentar ritmo competitivo no treino livre. O heptacampeão atribuiu a queda de performance a alterações feitas no carro da Ferrari entre as duas sessões e classificou o resultado como um “desastre total”.
Ferrari começou o dia com boas expectativas
A Ferrari chegou a Zandvoort com um novo assoalho para os carros de Hamilton e Charles Leclerc, buscando melhorar o comportamento e o desempenho do SF-26.
A novidade, porém, não foi utilizada no único treino livre da sexta-feira. Mesmo assim, Hamilton conseguiu apresentar velocidade suficiente para colocar a Ferrari entre as equipes competitivas da sessão.
O cenário mudou completamente na classificação sprint. O britânico caiu para a sétima posição, enquanto outras equipes conseguiram extrair mais desempenho de seus carros em uma sessão de apenas uma volta rápida.
Ajustes mudaram comportamento do carro
Hamilton explicou que pequenas mudanças realizadas após o treino alteraram significativamente o comportamento do monoposto.
“O TL parecia ter corrido bem. Depois, fizemos algumas alterações no carro e, quando fomos para a classificação, foi um desastre total”, afirmou o piloto.
A declaração coloca o foco não apenas no novo assoalho, mas principalmente na capacidade da Ferrari de encontrar a configuração adequada para as características de Zandvoort.
A equipe ainda precisará analisar os dados para determinar se a perda de desempenho esteve diretamente relacionada à nova peça ou ao acerto adotado para a classificação sprint.
Ferrari precisa reagir antes das sessões decisivas
Hamilton espera recuperar terreno
Apesar da frustração, Hamilton acredita que a Ferrari possui ritmo para recuperar posições ao longo do fim de semana.
A avaliação ganha importância porque a sprint e o GP da Holanda serão as principais oportunidades de pontuação da etapa. A equipe terá, portanto, de compreender rapidamente o que provocou a queda de rendimento.
“Vamos examinar os dados e tomar uma decisão. Precisamos entender a situação e descobrir por que não correu tão bem”, explicou Hamilton.
A diferença entre as duas sessões também reforça um dos principais desafios técnicos da atual Fórmula 1: encontrar a janela correta de funcionamento do carro em um circuito específico, especialmente quando uma atualização aerodinâmica importante entra em cena.
Contexto histórico aumenta pressão sobre a Ferrari
A Ferrari carrega uma pressão adicional sempre que introduz atualizações durante a temporada. Em uma categoria na qual diferenças de poucos centésimos podem alterar várias posições no grid, pequenas mudanças no equilíbrio aerodinâmico podem produzir efeitos significativos.
No caso de Zandvoort, a natureza do circuito exige eficiência aerodinâmica e estabilidade em curvas de alta velocidade. Por isso, encontrar o compromisso correto entre carga, equilíbrio e comportamento dos pneus é fundamental para transformar uma atualização em ganho efetivo de performance.
Para Hamilton, o desafio agora é transformar a frustração da classificação sprint em informação técnica. A Ferrari terá de entender rapidamente o que aconteceu entre o TL1 e o quali para evitar que a queda de rendimento se repita nas próximas sessões.
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