Não foi uma corrida perfeita, nem histórica, mas foi uma boa prova… convenhamos.
E o destaque desta boa prova atende por Kimi Antonelli. “O minino é bão”. Como diríamos aqui em Minas Gerais.
Toto Wolff não estava maluco
A vitória de Antonelli em Miami deixa uma coisa muito clara: a aposta de Toto Wolff não foi exagerada.
O garoto tem algo diferente.
Mesmo com uma largada ruim, ele não se desesperou. Administrou a corrida como veterano, neutralizou os ataques de Lando Norris no fim e mostrou uma maturidade absurda para alguém tão jovem.
E aqui entra um detalhe importante: ele está crescendo rápido demais.
Rápido a ponto de começar a gerar desconforto dentro da própria garagem.
Russell sente a pressão
George Russell vive um momento curioso. Durante anos, parecia destinado a assumir naturalmente o protagonismo da Mercedes no pós-Hamilton. Só que, de repente, aparece um garoto vencendo corrida e quebrando recordes.
E Russell… sofre.
Miami foi um exemplo claro disso. Teve dificuldades durante praticamente toda a prova e ficou com aquela sensação desconfortável de piloto que percebe o ambiente mudando ao redor.
Quando era para virar o rei da companhia… está correndo o risco de virar coadjuvante de um menino.
Literalmente.
Verstappen voltou a respirar
Outro ponto interessante foi o desempenho de Max Verstappen.
Finalmente a Red Bull Racing mostrou sinais mais claros de evolução. A parada forçada da categoria por conta da guerra aparentemente fez muito bem para a equipe. O carro parecia mais vivo. Mais equilibrado. Mais próximo do estilo do holandês.
Ainda não é aquela Red Bull dominante de outros tempos, mas pelo menos agora existe uma sensação de reação.
E Max, quando sente minimamente confiança no carro, continua sendo um absurdo de piloto.
McLaren chegou de vez
A McLaren também fez uma grande corrida. A equipe parece cada vez mais sólida nesse novo regulamento e claramente entrou de vez na briga contra Mercedes e Ferrari. E isso muda completamente o cenário da temporada.
A sensação agora é de campeonato aberto.
Ferrari sendo… Ferrari
E aí chegamos ao caos italiano.
Porque a Ferrari simplesmente não consegue viver um fim de semana tranquilo.
Lewis Hamilton e Charles Leclerc fizeram ótimas largadas.
Para Hamilton, tudo começou a desandar logo depois da rodada de Verstappen.
Hamilton precisou escapar por fora da pista e, na sequência, se envolveu em um toque com Franco Colapinto. Resultado? Ferrari avariada.
Como se não bastasse, ainda apareceram problemas de motor, obrigando Hamilton a poupar equipamento até o fim da prova. Chegar nos pontos já foi lucro.
Já Charles Leclerc parece viver em um looping eterno de azar e frustração.
Fez uma largada excelente. Assumiu a liderança. Parecia pronto para finalmente controlar uma corrida grande.
Até entrar o safety car.
Depois disso, começou a perder terreno, reclamou da estratégia da Ferrari — algo que já virou tradição — e, quando brigava pela terceira posição… rodou sozinho e bateu no muro.
Para completar o pacote da tragédia, terminou na frente do companheiro… e depois tomou punição.
Tem piloto azarado.
E tem Leclerc.
A chuva que não veio
Outro detalhe curioso do fim de semana foi o medo da chuva.
O horário da corrida foi alterado por receio de um temporal em Miami.
Só que a chuva não apareceu.
E isso acabou deixando uma curiosidade enorme no ar: como esses carros de 2026 vão se comportar em pista molhada?
Bortoleto fez o que dava
Gabriel Bortoleto fez uma corrida honesta. Dentro do possível.
O fim de semana da Audi foi complicado, o carro parecia inconsistente o tempo todo, mas ele chegou ao fim da prova — o que já foi mais do que seu companheiro conseguiu.
Em certas corridas, terminar já é uma pequena vitória.
E Miami teve um pouco disso para muita gente.
No fim das contas…
Miami entregou uma boa corrida e também uma percepção que parece cada vez mais clara: Kimi Antonelli não veio para esperar a própria vez.
Ele já começou a tomá-la.
Este é um texto em que o/a autor/autora apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Gulliver Editora Ltda - detentora da marca Racer Media.
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