Álex Palou rejeitou assumir o papel de líder da Chip Ganassi Racing após a saída de Scott Dixon para a McLaren, confirmada para a temporada 2027 da Indy. Em declarações divulgadas nesta quarta-feira (9), o espanhol afirmou que todos os pilotos têm a mesma voz dentro da equipe e que a metodologia de trabalho não deve mudar.
Com a transferência de Dixon, Palou passa a ser o piloto mais vitorioso da Ganassi entre os integrantes do futuro elenco. O espanhol, que acumula cinco títulos na Indy, destacou, porém, que a estrutura do time não é baseada em um representante com autoridade superior aos demais.
Palou não vê Dixon como líder da Ganassi
Palou chegou à Ganassi em 2021, quando Dixon já estava consolidado como uma das principais referências da equipe. O neozelandês havia conquistado seu sexto título da Indy no ano anterior e tinha uma longa trajetória dentro da organização.
Mesmo assim, o espanhol rapidamente estabeleceu seu próprio espaço. Logo em sua primeira temporada pela Ganassi, Palou conquistou o campeonato e iniciou uma sequência que o transformaria em um dos principais pilotos da categoria.
“Sinceramente, não acho que tenha havido um líder no time. Mesmo quando entrei para a equipe, não parecia que Scott estivesse comandando a Ganassi nem nada parecido. Ele fazia parte da equipe”, declarou Palou.
Segundo o pentacampeão, a referência dentro da equipe pode variar de acordo com o desempenho apresentado em cada atividade.
“Obviamente, Dixon era o mais rápido. Nossa forma de trabalhar é assim: quem for o mais veloz naquela sessão ou naquele dia está liderando a equipe, podemos dizer”, explicou.
Equipe mantém filosofia sem hierarquia
A parceria entre Palou e Dixon marcou uma das fases mais fortes da Ganassi na Indy. O espanhol passou de jovem talento recém-chegado a principal candidato da equipe aos títulos, enquanto o neozelandês manteve sua competitividade mesmo em uma etapa avançada da carreira.
Com a saída de Dixon, Palou naturalmente se torna a referência estatística do time. Ainda assim, o piloto do carro #10 rejeita a ideia de que isso implique uma mudança na dinâmica interna.
“A maneira como todo mundo trabalha na Ganassi não se baseia em um líder, um piloto que tenha mais voz do que os outros ou algo do tipo. Senti isso desde o primeiro dia. Acho que é o melhor modo de fazer isso”, reforçou.
A ausência de uma hierarquia formal é apontada por Palou como um dos fatores que ajudam a extrair o máximo de cada piloto da Ganassi.
Palou não quer assumir papel de líder
O espanhol também afirmou que não pretende ocupar uma posição de liderança institucional dentro da equipe. Para Palou, a saída de Dixon não deve alterar a forma como os integrantes trabalham juntos.
“Eu não gostaria de ser o líder. Não iria mudar isso só porque ele está saindo. Espero que tudo continue igual”, afirmou.
Palou entende que a continuidade da filosofia pode ser especialmente importante durante a transição para 2027. Com a mudança no quadro de pilotos, a Ganassi terá de preservar a integração entre seus representantes e manter o foco no desenvolvimento coletivo.
“A forma como trabalhamos estimula ao máximo cada um dos pilotos. É disso que precisamos”, completou.
Dixon inicia novo capítulo na McLaren
A mudança de Dixon para a McLaren encerra uma longa fase do neozelandês na Ganassi. Ao longo dos anos, o piloto se tornou um dos nomes mais importantes da história da equipe e da própria Indy, especialmente pelo sexto título conquistado antes da chegada de Palou.
A transferência também abre espaço para uma nova configuração dentro da Ganassi. Embora Palou seja o piloto mais vitorioso do grupo a partir de 2027, suas declarações indicam que a equipe pretende manter um modelo baseado na colaboração e na disputa interna por desempenho.
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