Verstappen confirma sondagens de Mercedes e McLaren
Max Verstappen confirmou que manteve conversas sérias com Mercedes e McLaren antes de decidir permanecer na Red Bull até o fim de 2030. A revelação foi feita nesta semana, após a confirmação da renovação do tetracampeão, encerrando meses de especulações sobre uma possível mudança de equipe na Fórmula 1.
Em entrevista à BBC, Verstappen admitiu que conversou com a Mercedes em 2025 e com a McLaren em 2026. O holandês, porém, ressaltou que as tratativas foram respeitosas e que conversar com outras equipes fazia parte do processo de avaliação de seu futuro.
A decisão final foi pela continuidade em Milton Keynes. Para Verstappen, permanecer na Red Bull representava a escolha mais coerente com sua relação com a equipe e com o projeto de reconstrução iniciado após o período de domínio da escuderia.
Red Bull venceu a disputa pelo tetracampeão
A permanência de Verstappen coloca um ponto final em uma das principais novelas do mercado de pilotos da F1 nos últimos anos.
A Mercedes passou a ser apontada como destino natural do holandês durante os períodos de instabilidade da Red Bull. A equipe alemã, inclusive, tinha Kimi Antonelli e George Russell como dupla para 2026, mas Toto Wolff nunca escondeu sua admiração pelo tetracampeão.
A McLaren também entrou no radar. O interesse ganhou força diante do desempenho apresentado pela equipe em 2025 e da possibilidade de colocar Verstappen em um carro capaz de disputar vitórias regularmente.
A decisão passou pela confiança na Red Bull
Verstappen explicou que não queria abandonar a equipe justamente no momento em que o projeto enfrenta dificuldades.
O tetracampeão comparou sua postura à de um capitão que não abandona o barco na primeira dificuldade. Para ele, reconstruir uma equipe competitiva representa um desafio tão relevante quanto simplesmente mudar para o carro mais rápido do grid.
“Você não pode ser o capitão do navio e, na primeira oportunidade em que algo dá errado, simplesmente pular fora”, afirmou o holandês.
Relação com a Red Bull pesou na escolha
Além do aspecto esportivo, Verstappen destacou a relação construída com a Red Bull desde sua chegada à equipe principal, em 2016.
Foi pela escuderia austríaca que o piloto conquistou seus quatro títulos mundiais e se consolidou como uma das principais referências da geração atual da Fórmula 1.
O holandês afirmou que se sente bem dentro da estrutura e descreveu a equipe como uma espécie de “segunda família”. Esse vínculo foi determinante para a decisão de permanecer mesmo diante da possibilidade de encontrar alternativas competitivas no mercado.
Verstappen prefere reconstruir a Red Bull
A postura representa uma mudança significativa em relação à lógica tradicional do mercado da F1.
Historicamente, campeões costumam buscar o melhor equipamento disponível quando percebem que sua equipe perdeu competitividade. Michael Schumacher, por exemplo, deixou a Benetton para construir o projeto vencedor da Ferrari, enquanto Lewis Hamilton trocou a McLaren pela Mercedes antes do início da era de domínio da equipe alemã.
Verstappen, por outro lado, optou por permanecer no projeto que o levou ao topo.
A escolha também está relacionada à confiança do piloto na capacidade da Red Bull de reagir às mudanças técnicas e recuperar terreno diante das rivais.
Novo desafio começa com regulamento de 2026
A decisão de Verstappen acontece em uma fase particularmente importante para a Red Bull. O regulamento técnico de 2026 alterou profundamente os carros e as unidades de potência, com maior participação da energia elétrica no desempenho dos motores.
O cenário colocou a Red Bull Ford Powertrains diante de um dos maiores desafios técnicos desde a criação do projeto próprio de motores da equipe.
Para Verstappen, portanto, a renovação até 2030 não representa apenas a continuidade de uma parceria vencedora. É também uma aposta na capacidade da organização de construir uma nova fase competitiva.
Piloto também mira projetos fora da F1
Outro fator citado pelo próprio Verstappen é a possibilidade de desenvolver projetos paralelos ao Mundial.
O holandês já ampliou sua atuação no automobilismo para além da F1 e, em 2026, participou das 24 Horas de Nürburgring com um carro da Mercedes-AMG GT3 EVO.
A relação com a Red Bull também deve continuar envolvendo projetos fora da categoria principal, algo que pesa na decisão do piloto de permanecer no grupo.
Mercedes e McLaren ficam sem Verstappen
Com a renovação até 2030, Mercedes e McLaren terão de seguir seus próprios planos para o futuro.
A Mercedes aposta no desenvolvimento de Kimi Antonelli, enquanto a McLaren mantém sua dupla formada por Lando Norris e Oscar Piastri.
Para a Red Bull, entretanto, a permanência do tetracampeão significa muito mais do que evitar uma perda no mercado.
Verstappen decidiu permanecer justamente quando a equipe precisa reconstruir sua competitividade. Depois de anos de domínio e quatro títulos mundiais, o holandês escolheu o caminho mais difícil: continuar na Red Bull e tentar recolocar a equipe no topo da Fórmula 1.
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