A Cupra Kiro confirmou nesta quarta-feira (2) a renovação do contrato com Pepe Martí, que disputou sua primeira temporada completa na Fórmula E em 2026 e assinou para continuar como titular na entrada da categoria na era Gen4, prevista para começar em dezembro. A permanência atende ao bom desempenho do espanhol — que já somou pódio e liderança de provas — e à estratégia da equipe de apostar na juventude com experiência já comprovada.
Martí cresce rápido e ganha confiança da equipe
Martí, um dos mais jovens a pontuar e subir ao pódio na história da Fórmula E, passou por momentos de aprendizado intenso na temporada inaugural. Após uma batida de forte impacto na abertura em São Paulo e a penalidade subsequente no México, o espanhol reagiu com resultados consistentes, incluindo um pódio notável em Mônaco onde largou em 15º e escalou até o terceiro lugar.
A performance em situações adversas, aliada à capacidade de liderar trechos de corrida e extrair ritmo do carro, consolidou Martí como opção preferencial dentro da Cupra Kiro — decisão que também representa um recado interno sobre a hierarquia do time após um ano de adaptação e evolução técnica.
aposta na juventude com maturidade tática
A manutenção de Martí no cockpit reflete tanto a aposta da Cupra Kiro na juventude quanto a avaliação técnica da equipe sobre desenvolvimento de pilotos no contexto elétrico. O espanhol mostrou maturidade ao transformar contratempos iniciais em aprendizado prático e passou à frente de alternativas na equipe, como Dan Ticktum, cuja relação com o grupo ficou fragilizada após desentendimentos e decisões em pista na corrida final.
“Estou muito feliz por continuar com a Cupra Kiro na temporada 2026/27 da Fórmula E. Sinto muito apoio e confiança desde que juntei à equipe e acho que construímos algo realmente positivo juntos durante meu primeiro ano”, afirmou Pepe Martí, ressaltando o crescimento pessoal e técnico vivido ao longo do calendário.
Contexto técnico e importância da era Gen4
A chegada dos carros Gen4 representa uma mudança significativa para a Fórmula E: maior eficiência energética, mais potência e novas janelas estratégicas de gestão de bateria e de ataque. Para equipes e pilotos, a transição exige adaptação de acertos, simulações e filosofia de condução — fatores que tornam valiosas as experiências acumuladas por quem já competiu na categoria mesmo por curto período.
A Cupra Kiro, ao garantir a continuidade com Martí, busca preservar a curva de aprendizado e acelerar o desenvolvimento do projeto técnico para competir em melhores condições na nova era. A familiaridade do piloto com os processos da equipe e sua evolução em telemetria e gestão de pneus/energia serão ativos importantes no processo de homologação e preparação dos Gen4.
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