Lucas Di Grassi encerrou sua carreira na Fórmula E com dois abandonos na rodada dupla do eP de Londres, disputada na ExCeL Arena, e admitiu que a despedida ficou distante do cenário ideal. Ainda assim, o brasileiro ressaltou os resultados construídos nos dois anos pela Lola Yamaha, projeto que, segundo ele, alcançou pódio e vitória em ritmo recorde na categoria elétrica.
O piloto brasileiro, cuja aposentadoria já havia sido anunciada em abril, enfrentou problemas técnicos nas duas últimas provas como profissional. No sábado, um incidente provocado por falha no carro resultou em abandono; no domingo, uma sequência de contratempos elétricos comprometeu a participação desde os treinos livres até a corrida.
Problemas elétricos encerram última corrida de Di Grassi
Na primeira corrida do fim de semana, Di Grassi passou reto na curva 9 após enfrentar uma falha e não completou a prova. A situação voltou a se repetir no domingo, em uma despedida marcada por dificuldades para o conjunto da Lola Yamaha.
Durante o TL3, o brasileiro ficou parado na pista e precisou substituir o inversor do carro. A intervenção tirou Di Grassi da classificação e o deixou sujeito a um stop-and-go de dez segundos na corrida.
Depois de cumprir a punição, Di Grassi voltou a ter problemas e abandonou na 14ª volta. O desfecho encerrou uma trajetória que ajudou a moldar a história da Fórmula E desde a temporada inaugural.
“A última corrida da minha carreira na Fórmula E acabou. Não foi um final dos sonhos, o carro teve um problema elétrico e precisei parar no fim da reta”, declarou o piloto.
Brasileiro agradece à Lola Yamaha pelos dois anos
Apesar da frustração, Di Grassi priorizou o reconhecimento ao trabalho realizado pela equipe. O paulista destacou o suporte recebido de engenheiros, mecânicos e dirigentes durante seus dois anos no projeto.
“Estou muito feliz por ter tido esses dois anos com a Lola Yamaha. Muito obrigado aos engenheiros, mecânicos e dirigentes por todo o apoio e por tudo o que construímos nesses dois anos”, afirmou.
A parceria uniu a experiência de Di Grassi, um dos nomes mais longevos e vitoriosos da Fórmula E, a uma estrutura que buscava se estabelecer rapidamente no campeonato. Os resultados, embora alternados, renderam feitos relevantes para o time.
Lola Yamaha entra para a história da Fórmula E
Di Grassi destacou que a Lola Yamaha se tornou a equipe a conquistar pódio e vitória mais rapidamente na história da Fórmula E. Para o brasileiro, essa marca sustenta a relevância do trabalho feito mesmo diante das dificuldades enfrentadas no encerramento da temporada.
“Nunca podemos esquecer que fomos a equipe a conquistar um pódio e uma vitória mais rapidamente na Fórmula E. Então, o que alcançamos ficará nos livros de história”, ressaltou.
A Fórmula E, criada em 2014, consolidou-se como referência mundial em corridas de monopostos elétricos e reuniu fabricantes de peso ao longo de sua trajetória. Di Grassi esteve presente desde o início, venceu a primeira corrida da categoria, em Pequim, e conquistou o título da temporada 2016/17.
Legado vai além dos resultados em pista
Além do campeonato, Di Grassi deixa a Fórmula E como um dos protagonistas de sua construção esportiva e técnica. Ao longo de mais de uma década na categoria, o brasileiro foi figura central na expansão do campeonato e no debate sobre mobilidade elétrica no automobilismo.
“Gostei muito desses dois anos. Tivemos altos e baixos e alguns momentos muito emocionantes, mas construí muitas memórias e fiz muitos amigos que vou guardar no coração para sempre”, completou.
Com a aposentadoria de Di Grassi, a Fórmula E perde um de seus pilotos mais experientes e um de seus primeiros campeões. A categoria retorna à pista em 16 de novembro, para os testes coletivos de pré-temporada no Circuito de Jarama, em Madri.
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