Felix Rosenqvist defendeu que a Indy considere a direção hidráulica no IR-28, modelo que será introduzido pela categoria em 2028. O vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 2026, afirmou que o recurso ajudaria a diminuir o risco de lesões recorrentes nas mãos sem necessariamente eliminar a exigência física característica dos carros da Indy.
O tema ganhou força após o primeiro teste do IR-28 no circuito misto de Indianápolis. Alexander Rossi e Álex Palou conduziram o novo protótipo, mas a chuva comprometeu o programa inicial e levou a categoria a remarcar atividades com Palou nesta terça-feira (4).
Rosenqvist alerta para lesões provocadas pelo esforço físico
A ausência de direção hidráulica sempre foi uma das marcas da Indy. O peso do volante exige força dos pilotos, sobretudo em curvas de baixa velocidade e em circuitos mistos, tornando a adaptação especialmente difícil para estreantes oriundos de categorias de base.
Rosenqvist reconheceu que essa exigência integra a identidade da categoria, mas ponderou que o custo físico precisa ser avaliado diante dos riscos à integridade dos competidores.
“É difícil se preparar para pilotar sem direção hidráulica. Essa é a parte complicada para os novatos quando chegam em St. Pete”, afirmou o sueco.
“Também faz parte do DNA da categoria. Sempre foi um carro que exige muito fisicamente para ser pilotado e, provavelmente, um dos que mais exigem do corpo”, completou.
O piloto destacou, porém, que já sofreu lesões nas mãos durante a carreira e ainda sente consequências físicas em algumas delas.
“A direção hidráulica seria boa em termos de segurança. Há muitos casos de pilotos quebrando as mãos, os dedos e os pulsos. Já fui um desses”, disse Rosenqvist.
Direção ajustável é alternativa para preservar identidade da Indy
Na avaliação de Rosenqvist, uma solução intermediária poderia atender tanto à busca por segurança quanto à tradição técnica da Indy. O sueco sugeriu uma direção hidráulica progressiva, com níveis ajustáveis de assistência conforme as necessidades do circuito e do piloto.
A proposta permitiria começar com pouca ou nenhuma assistência e elevar gradualmente o auxílio na direção. Assim, o carro manteria parte da carga física que caracteriza a categoria, mas reduziria o desgaste e o risco de acidentes causados por impactos no volante.
“Se fosse possível ter uma direção hidráulica progressiva, que pudesse ser ajustada de praticamente nenhuma assistência até aumentar em etapas, como acontece em algumas outras categorias, poderia ser positivo”, indicou.
Rosenqvist também reconheceu que parte do grid poderia rejeitar a mudança por entender que o volante pesado é um elemento central da Indy. Para o piloto, contudo, a discussão deve ir além da percepção dos fãs e considerar quantos competidores podem ser limitados fisicamente pelo esforço exigido.
IR-28 busca ser mais leve e eficiente
O IR-28 representa o próximo ciclo técnico da Indy e foi projetado para ser aproximadamente 45 kg mais leve do que o modelo atual. O carro terá novos conceitos aerodinâmicos, incluindo asas dianteira e traseira revistas para equilibrar eficiência e competitividade em ovais, circuitos mistos e pistas de rua.
A categoria também busca melhorar as disputas em pista e perseguir referências históricas de velocidade, como as marcas estabelecidas por Arie Luyendyk em 1996 nas 500 Milhas de Indianápolis.
A inclusão da direção hidráulica ainda é uma possibilidade em debate, sem confirmação oficial. As próximas sessões de testes serão decisivas para a Indy avaliar o comportamento do carro e definir quais soluções serão incorporadas antes da estreia prevista para 2028.
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