A Red Bull Racing admitiu publicamente que o modelo RB22 sofre com uma degradação crônica de desempenho durante as sessões e corridas da temporada 2026 da Fórmula 1. O chefe da equipe, Laurent Mekies, corroborou os protestos de Max Verstappen e confirmou ao portal Motorsport.com que o defeito estrutural não terá solução imediata neste campeonato, exigindo uma reformulação profunda no projeto de 2027.
O tetracampeão mundial vinha manifestando forte irritação com a instabilidade do eixo traseiro, chegando a rotular o monoposto como “um carro feito de papel” durante a classificação do GP da Itália, em Monza.
Verstappen apontou falha histórica nos bastidores
De acordo com Verstappen, a quebra de rendimento ao longo das voltas não é uma novidade trazida pelo regulamento técnico de 2026, mas um fantasma que assombra o desenvolvimento da esquadra austríaca há vários anos.
Mekies validou a visão crítica do holandês e descartou qualquer tentativa de ignorar os alertas dados internamente.
“Acho que Max está certo ao dizer que há um elemento de degradação no desempenho do carro que ocorre ao longo de uma sessão e de uma corrida. Ele também está certo ao dizer que não é um problema novo”, afirmou o dirigente.
O chefe da Red Bull destacou a complexidade do defeito: “Não estamos ignorando isso. Obviamente considero que seja uma questão complexa, caso contrário já teríamos chegado ao fundo da questão. Estamos tentando dar pequenos passos para solucionar”.
Limitações orçamentárias adiam correções para 2027
Embora ajustes experimentais introduzidos no circuito de Madring tenham atenuado a instabilidade em Madri, Mekies foi taxativo ao apontar que o RB22 não tem capacidade de receber a correção definitiva em 2026.
As restrições do teto de gastos impostas pela FIA e o redirecionamento dos recursos para o túnel de vento de 2027 forçam a fábrica de Milton Keynes a adiar mudanças estruturais no chassi.
“Ainda não temos todas as soluções no carro. Não será rápido, então é algo que provavelmente nos acompanhará até o ano que vem”, alertou Mekies.
O mandatário explicou que o defeito continuará custando décimos vitais: “Existem alguns aspectos do desempenho que não se mantêm no nível ideal, e isso afeta seriamente o tempo de volta”.
Tetracampeão encara seca histórica de vitórias
Ciente das limitações de engenharia, Verstappen admitiu que não tem chances reais na briga pelo título deste ano e concentra esforços apenas na busca por um triunfo isolado antes do encerramento do calendário.
Se passar a temporada em branco, será a primeira vez desde seu ano de estreia na categoria em 2015, quando defendia a então Toro Rosso, que o piloto não subirá ao lugar mais alto do pódio.
A equipe concentrará suas atenções nas etapas finais para coletar dados que alimentem o conceito aerodinâmico e mecânico da próxima temporada.
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