Joel Eriksson deixou o ePrix 2 de Xangai, disputado neste domingo, com sentimentos mistos. Depois de escalar o pelotão, assumir a liderança e ficar próximo da vitória, o piloto da Envision Racing viu uma bandeira amarela causada pelo abandono de Zane Maloney mudar completamente o rumo da corrida. O sueco acabou ultrapassado por Lucas Di Grassi e Jean-Éric Vergne na última volta e terminou na terceira posição.
Apesar da frustração, Eriksson destacou a estratégia adotada pela equipe e afirmou que o desempenho do carro foi suficiente para colocá-lo em condições de vencer a prova.
Estratégia funcionou durante quase toda a corrida
Largando apenas na 17ª posição, Eriksson apostou em uma estratégia focada na economia de energia durante a primeira metade da corrida.
Com mais potência disponível nas voltas finais, o piloto da Envision conseguiu avançar no pelotão e assumiu a liderança quando os adversários começaram a sofrer com a gestão energética.
O plano parecia perfeito até a entrada da bandeira amarela nos momentos decisivos da disputa.
Bandeira amarela mudou o desfecho da prova
O incidente envolvendo Zane Maloney, que abandonou após quebrar a suspensão de sua Lola Yamaha, neutralizou momentaneamente a corrida justamente após Eriksson acionar seu segundo Modo Ataque.
Sem conseguir aproveitar os 350 kW extras de potência durante o período de bandeira amarela, o sueco perdeu uma das principais vantagens estratégicas da prova.
Na volta final, Lucas Di Grassi, que ainda tinha sua segunda ativação do Modo Ataque disponível, aproveitou a superioridade de potência para ultrapassar Eriksson. Pouco depois, Jean-Éric Vergne também superou o piloto da Envision.
“Faltou sorte”, resume Eriksson
Após a corrida, Eriksson lamentou o desfecho e afirmou que acreditava ter condições de conquistar a vitória caso a prova permanecesse em bandeira verde até o fim.
“Foi uma corrida muito dura. Tive que lutar muito para me recuperar após largar na parte de trás do grid. Faltou um pouco no fim, a sensação é de que estava com tudo sob controle, mas depois da bandeira amarela a situação mudou.”
Mesmo frustrado, o sueco valorizou o resultado obtido e destacou a importância do pódio para a equipe britânica.
“Acredito que teria conseguido segurar a vitória se tivesse bandeira verde até o fim. Claro que queria um pouco mais, mas ainda estou feliz com esse pódio.”
Envision sai fortalecida apesar do resultado
Eriksson também fez questão de elogiar o desempenho da Envision Racing, ressaltando que a estratégia só funcionou graças à eficiência do carro durante toda a corrida.
Segundo o piloto, a economia de energia realizada no início permitiu atacar os adversários no momento decisivo, evidenciando a competitividade da equipe em Xangai.
Mesmo sem transformar a liderança em vitória, o sueco acredita que a performance apresentada é um indicativo positivo para a sequência da temporada da Fórmula E.
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