A Fórmula E não pretende abandonar as corridas urbanas com a chegada da Gen4, prevista para a temporada 2026/27. A garantia foi dada por Alberto Longo, cofundador e diretor da categoria, ao explicar que, mesmo com carros mais potentes e velozes, o campeonato seguirá priorizando mercados estratégicos em grandes cidades para preservar a identidade que marcou a série desde a fundação.
Gen4 aumenta desafio para pistas de rua
A nova geração da categoria terá 600 kW de potência, equivalente a 816 cv, e velocidade superior a 330 km/h. Isso eleva o nível de exigência técnica, operacional e de segurança para a montagem de circuitos temporários em vias públicas.
Longo reconheceu esse impacto e admitiu que algumas sedes tradicionais podem sair do calendário. Ainda assim, reforçou que a essência urbana da Fórmula E continuará sendo um pilar do campeonato.
Fórmula E quer cidades, mesmo com pistas adaptadas
Segundo o dirigente, a prioridade da categoria é definir primeiro os mercados em que deseja estar. Só depois vem a escolha do tipo de pista mais adequado para cada praça.
Na prática, isso abre espaço para soluções como áreas privadas próximas dos grandes centros, caso dos modelos que a categoria vê com bons olhos para o futuro. O objetivo é manter a presença urbana sem comprometer o desempenho dos carros da Gen4.
Exemplo de Tempelhof vira referência para o futuro
Longo citou o aeroporto de Tempelhof, em Berlim, como exemplo do tipo de local que a Fórmula E busca com mais frequência. São espaços privados, adaptáveis e capazes de acomodar carros mais rápidos sem perder a conexão com a cidade.
Esse movimento ajuda a entender a direção da categoria: não necessariamente insistir em ruas estreitas e centros fechados ao tráfego, mas seguir inserida em mercados urbanos relevantes.
Londres sai, mas Reino Unido segue no radar
A mudança de filosofia já afeta algumas etapas. O ExCel Center, em Londres, não seguirá como sede a partir da era Gen4, e a categoria analisa novos destinos para a etapa britânica.
Brands Hatch aparece como favorito, à frente de Silverstone, justamente por estar mais próximo da capital inglesa. A lógica mostra que a Fórmula E continua valorizando o acesso aos grandes centros, mesmo quando migra para instalações permanentes.
Categoria preserva identidade criada em 2014
Desde a estreia, em 2014, a Fórmula E construiu sua marca com corridas em cidades como Pequim, Mônaco, Nova York, Paris e Londres. Essa proposta ajudou a diferenciar a categoria no cenário internacional e aproximou o campeonato de um público mais amplo.
Nos últimos anos, porém, a inclusão de traçados permanentes e semipermanentes passou a crescer. Etapas como Miami, a possível ida a Austin e o avanço de Zandvoort mostram que o campeonato está ajustando o formato, mas sem abrir mão do conceito urbano que sustenta sua identidade esportiva e comercial.
🔗 Junte-se à nossa comunidade!
👉 Entre no nosso grupo no WhatsApp para receber novidades, trocar ideias e ficar por dentro de tudo em tempo real.
📺 E não esqueça de se inscrever no nosso canal no YouTube para vídeos exclusivos, curiosidades e muito mais!
