Santino Ferrucci afirmou nesta semana, na transição entre a Indy 500 e o GP de Detroit, que gostaria de ter uma folga no calendário da Indy após a corrida em Indianápolis. O piloto da AJ Foyt, companheiro de Caio Collet, explicou que o pedido não é por si mesmo, mas pelo desgaste acumulado dos mecânicos depois de um mês de maio exaustivo e da sequência imediata de etapas.
Maio volta a expor maratona da Indy
A reta mais intensa da temporada começou com o GP de Indianápolis e seguiu com treinos, classificação e a Indy 500. Nesse período, as equipes trabalharam em jornadas que começavam de madrugada e avançavam até a noite.
O problema é que a categoria praticamente não respira. Depois de Detroit, a Indy ainda corre em Gateway no fim de semana seguinte, antes da primeira pausa mais relevante até Road America.
Ferrucci coloca mecânicos no centro do debate
Ferrucci deixou claro que o maior incômodo não está no esforço do piloto, mas no impacto sobre quem prepara os carros.
“Gostaria que tivéssemos uma semana de folga”, admitiu o americano. Na sequência, explicou que o descanso faria mais sentido para os profissionais da oficina, que já precisavam virar a operação para a etapa de Detroit logo após a principal prova do ano.
AJ Foyt sente mais o peso da sequência
O argumento ganha força porque a AJ Foyt não opera com a mesma estrutura das gigantes do grid. Em equipes menores, a virada logística e técnica entre uma etapa e outra costuma cobrar um preço maior.
Ferrucci reconheceu esse ponto ao dizer que entende a tentativa da categoria de manter o embalo comercial e esportivo após a Indy 500, mas ponderou que o desgaste humano também precisa entrar na conta.
Top-10 em Indianápolis não apaga cansaço
O desabafo veio mesmo após um fim de semana sólido. Ferrucci terminou mais uma vez no top-10 da Indy 500, alcançando a marca de oito top-10 consecutivos na prova.
Esse dado reforça o peso da fala. Não partiu de um piloto frustrado com resultado, mas de alguém que entregou desempenho competitivo e, ainda assim, vê sinais claros de desgaste dentro da equipe.
Calendário intenso é traço histórico da categoria
A IndyCar sempre conviveu com trechos apertados de calendário, especialmente no entorno das 500 Milhas de Indianápolis, quando a categoria tenta capitalizar a maior exposição do ano.
Ainda assim, o paddock frequentemente discute até que ponto essa estratégia ajuda o campeonato sem sacrificar demais equipes, mecânicos e operação logística. A fala de Ferrucci recoloca esse debate em evidência justamente em um momento em que a categoria emenda oval, circuito de rua e mais um oval em sequência curta.
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