Felix Rosenqvist detalhou a volta final que lhe deu a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, disputadas no último domingo (24), no Indianapolis Motor Speedway, e admitiu que já se via em segundo lugar antes da arrancada decisiva. O piloto da Meyer Shank Racing explicou que a combinação entre embalo, coragem e leitura do tráfego permitiu superar David Malukas nos metros finais e vencer a chegada mais apertada da história da prova.
Sueco achava que vitória tinha escapado
Na visão de Rosenqvist, o cenário já parecia definido a favor de Malukas na última volta. O piloto admitiu que, naquele momento, considerava o segundo lugar um resultado praticamente consolidado.
“Para ser sincero, achei que ia terminar em segundo”, afirmou. Segundo o sueco, a surpresa veio quando percebeu que ainda havia velocidade suficiente para colar no rival e manter a disputa viva até a linha de chegada.
Linha de fora decidiu a Indy 500
O momento mais marcante da manobra aconteceu quando Rosenqvist escolheu permanecer na parte externa da pista por praticamente toda a volta final.
A decisão foi incomum para os padrões de Indianápolis, especialmente em um giro decisivo. O sueco explicou que aproveitou o embalo e o efeito aerodinâmico gerado pelos carros à frente para sustentar a trajetória sem aliviar.
Coragem pesou mais que medo
O piloto da Meyer Shank também deixou claro que, naquele instante, o desejo de vencer falou mais alto do que qualquer receio sobre risco de acidente.
“Literalmente não me importava se ia bater”, disse Rosenqvist, ao tentar traduzir o estado de adrenalina vivido nos segundos finais da prova. A fala ajuda a dimensionar o nível de entrega exigido em uma chegada histórica como a de 2026.
Estratégia diferente abriu caminho para o ataque
Antes do desfecho, Rosenqvist já havia se colocado em posição de ataque com uma estratégia diferente da adotada por outros concorrentes diretos.
Ele assumiu a liderança nas voltas finais, mas viu a bandeira vermelha provocada pelo acidente de Caio Collet reagrupar o pelotão e recolocar Marcus Armstrong e Malukas na disputa. A partir daí, a corrida virou um sprint puro até a bandeirada.
Final entra para a história de Indianápolis
A vitória de Rosenqvist já havia entrado para a história pelo placar apertadíssimo, com apenas 0s023 de vantagem. Agora, o relato do sueco reforça o tamanho da manobra e o grau de improviso necessário para executar o ataque.
Historicamente, a Indy 500 já produziu chegadas emblemáticas, mas poucas com combinação tão intensa de risco, leitura de vácuo, disputa lado a lado e definição nos últimos metros. Por isso, o desfecho de 2026 já se firma como um dos finais mais memoráveis da era moderna da prova.
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