Oliver Rowland, da Nissan, rasgou elogios à velocidade de Felipe Drugovich após o brilhante desempenho do brasileiro no eP de Mônaco de Fórmula E. Apesar de reconhecer o talento do piloto, que conquistou um pódio histórico nas ruas do Principado, o vice-líder do campeonato fez um alerta realista: o maior obstáculo para a nova geração na categoria elétrica não é a velocidade bruta, mas sim a busca pela consistência.
O impacto imediato de Felipe Drugovich chamou a atenção do paddock em Monte Carlo, onde o brasileiro garantiu um quarto lugar na corrida 1 e garantiu o seu primeiro pódio na corrida de domingo. Além dele, jovens talentos como Pepe Martí e Taylor Barnard também receberam menções elogiosas de Oliver Rowland, mostrando que a nova geração de pilotos chega cada vez mais preparada para os desafios tecnológicos do campeonato de monopostos elétricos.
A dinâmica única de gerenciamento de energia da categoria
Para Oliver Rowland, a complexidade técnica dos carros da era Gen3 Evo exige uma mudança drástica de mentalidade para quem vem do automobilismo tradicional. Diferente da Fórmula 2, onde os pilotos buscam o limite de aderência em todas as voltas, a Fórmula E pune o excesso de agressividade. O gerenciamento térmico das baterias e a regeneração de energia nas frenagens são fatores que exigem uma bagagem que só o tempo de pista consegue proporcionar.
O britânico utilizou a sua própria história na categoria como exemplo de resiliência. Atualmente estabelecido como um dos principais nomes do grid mundial, Oliver Rowland relembrou que precisou de pelo menos duas temporadas completas para decifrar a complexidade dos circuitos de rua e entregar resultados regulares, apontando que oscilações no início de carreira são perfeitamente normais.
“Quando comecei na Fórmula E, me levou dois anos para ter desempenho consistente. Você tem de aceitar que alguns finais de semana vão ser mais difíceis, vai ter de gerenciar energia mais do que tentar ir ao limite de forma pura”, ponderou o piloto da Nissan, destacando que o processo de amadurecimento técnico de Felipe Drugovich, Pepe Martí e Taylor Barnard está apenas começando, mas caminha a passos largos.
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