A Aston Martin admitiu, após o GP do Canadá, disputado no último domingo (26), em Montreal, que o 15º lugar de Lance Stroll reflete o atual nível de competitividade do carro. A avaliação foi feita por Mike Krack, chefe de operações de pista da equipe, que reconheceu publicamente o limite do pacote técnico do AMR26 porque o time não consegue mais extrair desempenho suficiente para brigar no pelotão intermediário.
Aston Martin assume limite técnico do AMR26
A fala de Krack expõe um cenário de estagnação da equipe britânica em 2026. Depois de mais um fim de semana discreto, a Aston Martin deixou claro que o problema não foi apenas circunstancial, mas estrutural.
Segundo o dirigente, o resultado de Stroll não ficou abaixo do esperado. Pelo contrário: ele representa exatamente onde a equipe está hoje em termos de performance.
“Infelizmente, não temos mais nenhum ritmo neste momento, e essa é nossa posição real”, afirmou Krack.
Stroll termina 15º, e Alonso abandona
A corrida em Montreal já havia começado com expectativas modestas dentro da equipe. Sem grandes atualizações, a Aston Martin foi ao Canadá mais focada em validar o comportamento do carro do que em sonhar com um salto competitivo.
Na prova, Stroll seguiu uma estratégia convencional de duas paradas e terminou em 15º, apenas à frente de Valtteri Bottas. Já Fernando Alonso abandonou por causa de um problema no banco, que gerava desconforto no cockpit.
Krack explicou que, no caso do espanhol, a equipe preferiu retirar o carro por não haver condições ideais para seguir na pista.
Sexta-feira criou ilusão que não se confirmou
O fim de semana começou com algum sinal positivo. Alonso mostrou ritmo razoável no primeiro treino livre e chegou a aparecer entre os dez primeiros, dando a impressão de que a Aston Martin poderia reagir.
Mas o desempenho não se sustentou nas sessões seguintes. Quando a pista exigiu mais consistência e o cenário de corrida entrou em jogo, o time voltou a mostrar as mesmas limitações vistas nas primeiras etapas do ano.
Equipe revive cenário de perda de competitividade
A declaração de Krack também tem peso por causa do histórico recente da Aston Martin. Depois de viver um salto importante de desempenho em temporadas anteriores, a equipe voltou a enfrentar dificuldades para sustentar evolução técnica diante de rivais mais agressivos no desenvolvimento.
Na Fórmula 1, esse tipo de reconhecimento público costuma ser raro. Por isso, quando um dirigente admite que o carro já entregou tudo o que pode, o recado é claro: sem atualização relevante, o teto atual parece definido.
Canadá reforça urgência por reação
O resultado em Montreal aumenta a pressão sobre a estrutura de Silverstone para as próximas etapas. Mesmo em um circuito que já internamente era tratado como pouco favorável, a falta de reação reforçou a percepção de que a Aston Martin precisa de mais do que ajustes finos.
Hoje, a equipe não luta apenas por posições mais altas. Luta para não perder ainda mais terreno em um grid cada vez mais apertado no meio do pelotão.
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