A FIA proibiu o uso de um “truque” envolvendo o MGU-K, componente elétrico das unidades de potência, que vinha sendo explorado por Mercedes e Red Bull nas classificações da Fórmula 1 2026. A decisão foi comunicada às equipes após questionamentos da Ferrari, que levantou dúvidas sobre a legalidade da prática, considerada uma vantagem técnica fora do espírito do regulamento.
Como funcionava o ganho de desempenho
Segundo informações do portal The Race, as equipes encontraram uma forma de interromper abruptamente o fornecimento de energia do MGU-K, ao invés de seguir o descarregamento gradual previsto. Esse corte repentino permitia otimizar o uso da potência elétrica ao longo da volta rápida, reduzindo o tempo de classificação.
O sistema explora um mecanismo originalmente criado para segurança, que desliga instantaneamente a potência de até 350 kW. No entanto, seu uso estratégico deixava o sistema “travado” posteriormente, motivo pelo qual era aplicado apenas em voltas de classificação.
FIA reage e promete monitoramento rigoroso
Após análise, a FIA determinou que o recurso não pode mais ser utilizado com fins de ganho de desempenho. A partir das próximas etapas, o uso desse tipo de intervenção no MGU-K será permitido apenas em situações justificáveis, como falhas técnicas ou questões de segurança.
Além disso, a entidade informou que passará a monitorar os dados das unidades de potência após as sessões de classificação para garantir o cumprimento da nova diretriz.
Impacto técnico pode afetar equilíbrio do grid
A decisão pode ter efeitos diretos no desempenho de equipes que utilizam motores Mercedes e Red Bull Powertrains/Ford, incluindo clientes como McLaren, Williams e Alpine.
Contexto: zona cinzenta volta ao centro da F1
A Fórmula 1 historicamente convive com interpretações criativas do regulamento técnico, especialmente em áreas híbridas e eletrônicas. Casos semelhantes já ocorreram com sistemas de suspensão, mapas de motor e gerenciamento energético.
A intervenção da FIA reforça a tentativa de manter o equilíbrio competitivo e evitar que soluções baseadas em “brechas” regulamentares distorçam a disputa, especialmente em uma era onde o controle eletrônico tem papel central no desempenho dos carros.
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