A disputa entre as principais figuras de bastidores da F1 ganhou um novo e inesperado capítulo. Segundo informações do jornal britânico The Telegraph, Toto Wolff, chefe da Mercedes, está liderando uma ofensiva para adquirir a participação de 24% da Alpine que pertence atualmente ao grupo de investidores Otro Capital. O movimento coloca o austríaco em rota de colisão direta com Christian Horner, que também demonstrou interesse no ativo.
Atualmente, o Grupo Renault detém 76% da escuderia, enquanto os 24% restantes estão nas mãos de um consórcio que inclui nomes de peso como os atores Ryan Reynolds e Michael B. Jordan, além dos astros da NFL Patrick Mahomes e Travis Kelce. É justamente essa parcela minoritária que desperta o interesse dos chefões da categoria.
Em janeiro, Flavio Briatore, consultor executivo da Alpine, já havia confirmado que Horner estava de olho nas ações, mas ressaltou que outros grupos também estavam na disputa. Agora, o nome de Wolff surge como o principal concorrente, o que pode transformar a Alpine em um novo campo de batalha político e comercial.
Conflito de interesses e parceria técnica
A possível entrada de Toto Wolff como acionista da Alpine levanta questões complexas sobre a integridade esportiva. A partir de 2026, a Alpine passará a utilizar motores Mercedes em um contrato válido até 2030. Caso Wolff se torne coproprietário, a relação entre as duas equipes se tornaria ainda mais estreita, reacendendo o debate sobre a multipropriedade de times na F1 — algo que Zak Brown, CEO da McLaren, critica abertamente por considerar que gera vantagens injustas e compartilhamento indevido de informações.
Além disso, a vitória de Wolff nesta negociação fecharia as portas para um possível retorno de Christian Horner ao paddock através do time francês. O histórico de rivalidade entre os dois sugere que o austríaco poderia usar sua influência como fornecedor de motores e acionista para blindar a equipe contra o rival.
O que dizem as partes envolvidas
Questionada sobre o assunto, a Mercedes-Benz afirmou ao The Telegraph ser uma “parceira estratégica fundamental da Alpine” e que está sendo informada sobre os desdobramentos. Já a Alpine adotou uma postura mais cautelosa, afirmando ser “regularmente abordada por múltiplos investidores”, mas sem citar nomes específicos.
“Não comentamos sobre nomes ou indivíduos. Quaisquer discussões são tratadas entre os acionistas e as partes interessadas. Nosso foco total no momento é o início da temporada e a recuperação do nosso desempenho na pista”, declarou um porta-voz da equipe francesa.
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