Charles Leclerc foi direto ao descrever o atual momento da Ferrari na temporada 2025 da F1. Após mais um fim de semana difícil, o piloto monegasco afirmou que ele e Lewis Hamilton se tornaram “passageiros” do carro, incapazes de fazer o SF-25 render o suficiente para disputar pódios.
A equipe italiana vive um período de queda de desempenho, consolidando-se como quarta força do grid, atrás de Red Bull, McLaren e Mercedes. Em Baku e Singapura, a falta de ritmo foi evidente — agravada por sérios problemas de freio no circuito de Marina Bay, que comprometeram toda a corrida dos dois pilotos.
“A partir da volta 8, tudo foi sobre gerenciar os freios”, explicou Leclerc após cruzar a linha de chegada em sexto, enquanto Hamilton terminou em oitavo. “Todo mundo precisa cuidar dos freios em Singapura, mas no nosso caso a situação foi bem pior. Tornou a corrida extremamente difícil.”
Durante o GP do Azerbaijão, Leclerc chegou a ceder posição para Hamilton tentar atacar os rivais, mas o britânico não devolveu o posto. Em Singapura, o cenário se repetiria, porém as falhas nos freios impediram qualquer estratégia de equipe.
Apesar dos desafios, Leclerc destacou que o maior problema está na falta de competitividade do carro.
“Infelizmente, não temos o equipamento necessário para lutar com os times da frente. A McLaren mantém a mesma vantagem desde o início do ano, a Red Bull evoluiu após Monza e a Mercedes agora está no mesmo nível delas. Depois, estamos nós”, lamentou.
O piloto ainda descreveu o comportamento do SF-25 como “imprevisível e desequilibrado”, com excesso de saída de dianteira, o que dificulta o controle e a constância nas voltas rápidas.
“Neste momento, parece que somos apenas passageiros do carro, sem conseguir extrair muito mais. A tendência que vimos neste fim de semana provavelmente vai se repetir até o fim da temporada”, afirmou com tom de pessimismo.
Para Leclerc, o contraste com o desempenho de 2024 — quando a Ferrari disputou o título de construtores e terminou apenas 14 pontos atrás da McLaren — torna o cenário ainda mais frustrante.
“Vindo de um ano competitivo, você cria grandes expectativas. Mas quando percebe que não há evolução, é difícil aceitar”, reconheceu.
Apesar das dificuldades, o monegasco reforçou que segue motivado para reverter o momento:
“Isso exige muita energia, mas não me desmotiva. Pelo contrário, me faz querer lutar ainda mais para virar essa situação.”
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