Desde o início da temporada de 2025, o McLaren MCL39 mostrou uma performance avassaladora nos GPs, destacando-se pela leveza no toque com os pneus e consistência nos stints longos, o que permitiu à equipe acumular vitórias e dobradinhas com notável regularidade. Contudo, mesmo diante desse domínio, surgiu uma — e apenas uma — limitação que incomodou dentro do paddock: a performance nas classificações.
Oscar Piastri foi enfático ao apontar que, embora o ritmo de corrida fosse impressionante, a fase de volta única ainda era um ponto a ser melhorado. Nas simulações de qualificação, o MCL39 não conseguia expressar seu verdadeiro potencial, apresentando dificuldade para “funcionar no limite”. Essa discrepância foi mais visível em pistas como o Canadá, onde as exigências de pilotagem ao limite intensificaram as falhas do carro em volta lançada.
Reconhecendo esse problema, a equipe McLaren, sob direção técnica de Andrea Stella, desenvolveu um pacote de suspensão dianteira com configuração de castor revisada. Essa alteração buscava melhorar o feedback no volante — essencial para pilotos como Lando Norris, que valoriza sensações táteis no controle — oferecendo mais “feedback e alinhamento automático” durante as curvas. A compensação veio com um pouco mais de esforço requerido no volante, mas isso se mostrou aceitável dentro do contexto da F1, onde a pilotagem assistida é a norma.
Em termos de aplicação, Norris adotou esse novo pacote e obteve maior confiança ao volante, enquanto Piastri optou por manter a configuração original — alegando que, embora tenha inicialmente compartilhado a sensação de dificuldade em certas condições, seu comportamento com o carro estava mais confortável e não via necessidade de modificar o feedback. O piloto australiano destacou que ajustou suas expectativas e se adaptou ao carro, neutralizando suas principais preocupações de dirigibilidade.
Esse episódio evidencia o equilíbrio delicado entre buscar velocidade pura e garantir dirigibilidade, especialmente em um carro com desempenho dominante como o MCL39. A resposta técnica da McLaren mostrou atenção aos detalhes e prontidão em adaptar o carro às exigências dos pilotos — e, crucialmente, sem sacrificar o desempenho que tornou o modelo um dos mais rápidos do grid.
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